Arquivado em: MARROCOS 2008
Meus amigos.
Marrocos 2008, a grande Expedição está em marcha novamente, como o Vasco quereria.
O programa não tem alterações de fundo, podendo haver a hipótese de 2 malucos irem até Tarfaya, coisas de doidos sempre junto a costa.
Enquanto uns se banham na costa Atlântica em Sidi Ifni outros buscam aventura nas areias marítimas.
Tudo isto porque se espalham uns mapas que aguçam a astúcia e o desejo de aventura.
Mas é disso que eu gosto, que me criem situações novas, como aquela da Autonomia Total até a c…..a ficar em pé, seja tesa.
- Luís Vidal – Malamack
- Luís Vieira – Bixadumato
- Glória Fidalgo – Campesita
- Ana França – Machibombo
- João Anágua – Medonho
- Pedro Anágua – Veterano
- Carlos Costa – Oeiras
- Jorge Oliveira – Sumol
- Parola Gonçalves – Savimbi
- Elísio Rangel -
- Frederico Lopes –
PROGRAMA FINAL
- Dia 17 de Ceuta a Ifrane – 340 Kms, com passagem pelo fabuloso Wadi Laou, paisagem de sonho e bom peixe grelhado;
- Dia 18 de Ifrane a Tamtattoucht – 260 Kms a etapa de montanha com passagem pelo Todra; é a etapa mais dura por ser longa mas muito bela;
- Dia 19 de Tamtattoucht a Aubergue du Sud – 225 Kms com passagem por Alnif
- Dia 20 Aubergue du Sud e volta pelo Erg;
- Dia 21 Aubergue du Sud – descanso;
- Dia 22 de Aubergue du Sud a Zagora – 260 Kms com passagem pela Cidade Perdida;
- Dia 23 de Zagora a Tata – 225 Kms por Foum Zguid;
- Dia 24 de Tata a Trafaoute – 230 Kms com visita a Pierres Blues;
- Dia 25 de Trafaoute a Sidi Ifni - 360 Kms com passagem por Notfia até Aoreora e subida até Sidi Ifni;
- Dia 26 de Sidi Ifni a Essaouira – 270 Kms;
- Dia 27 – Praia ou uma ida a TanTan sendo esta facultativa;
- Dia 28 de Essaouira a El jadida – 230 Kms por asfalto;
- Dia 29 de El Jadida a Ceuta – 440 Kms por AE;
- Dia 30 de Ceuta a Casa
Esta é a minha última aquisição ” O livro Grand Sud Marocain” .
www.petitfute.com
Inté , meus amigos.
Arquivado em: LANDLOUSÃ
Ao Vasquinho
É pá, deste cabo de mim e isso não se faz, Man.
Então, baza-se assim de repente Man e eu aqui destroçado a começar só agora a explodir os meus sentimentos comprimidos na raiva desta injustiça.
Porra, Man, sabes isto está a ser difícil, bwés mesmo.
É pá sexta-feira estavas todo radiante, tinhas a tua nova aquisição, um novo brinquedo, novo e disseste-me, “Parola, anda comigo ali ao Peugeot quero mostra-te uma coisa, gostas? dá 110 lts por minuto, é um Tmax de 2 cabeças”. Vamos ter ar com fartura em Marrocos, não precisas de levar o teu, Mestre.”.
“Parola, amanhã tenho prova, sábado tenho casamento do Flávio, volto no domingo e quero ir ver a casa, aquela mesmo que tu mandaste as fotos.

E agora Man, lá tenho de levar o meu charuto da Norauto?
Man, é pá então quem vai fazer a pista de obstáculos para o III END, se pensas que me meto nisso, podes ficar descansado, não percebo peva daquilo, Man, estou tramado.
E Marrocos, então tanta coisa que falamos, tanta coisa que combinamos e agora fico apeado? Não isso magoa Man, porra queres tudo para cima de mim, fosga-se nem parece teu, estavas sempre pronto e na 1ª linha e agora, mandas-me para a frente sozinho.
Já te esqueceste do que me disseste que ias fazer nas Dunas do Auberge du Sud, com a “Baixinha”? Que lhe ias pôr o Defender nas mãos para a rapariga curtir.
Vasquinho, é isso, Vasquinho com a Rosa Maria te chamava com a um filho, andavas radiante a sonhar com a casa nova na Lousã, estavas ansioso para lá ir com a “Baixinha”, a tua “gaja”, como lhe chamavas com amor.
Porra, Man, ainda te lembras de sábado a tarde, quando na cama 24, dizias, “Parola, falta um GPS e um telemóvel”, vê se os encontras.
É pá nem me deste tempo para te dizer que o telemóvel já apareceu, mas também não disseste tudo, Man e podias ter dito, somos amigos, Man, bem podias ter dito que o famoso telemóvel era das mensagens de amor para a tua “mulher”, é pá, só te digo a gaja ficou radiante, leu e releu tudo, algumas leu alto para eu e a Rosa ouvir-mos. Ouve lá aquilo escreve-se “ Oh gaja que fazes levantada às 5 da manhã”, porra Man aquilo era amor, disse-te muitas vezes, ou eu não fosse um Padrinho aprumado.
Vasquinho, ouve lá esta só para nós, sim porque aqui ninguém nos ouve, “ a tua Baixinha, aguentou, forte e de que maneira, não negou fogo, sempre aí ao pé de ti, sempre a cuidar de ti e tu não lhe deste bola, nem lhe respondeste, Man, eu sei estavas a pensar noutra coisa, no teu Defender para Marrocos.
Man, tenho tanto para te escrever, espera está aqui o Agosto 2, ou Tomás, ou Agostinho ao telemóvel, o “meu” quer conversa, quer meter uma cunha para ir ao nosso III END, com o JocaLR, com o Fasp e com o Sá, querem trabalhar na pista, trabalhar dizem eles, lembras-te que no ano passado tanta lábia e nada, o Agosto 2 até exigiu quarto e nós na tenda.
Vasquinho lembras-te do outro armado em empata, que montou a tenda em cima da tua, eheheheh, e tu todo fulo, loloolol, o que é que ele quereria ouvir não sei, se calhar o teu ressonar, ehehehehh.
É pá, o que é que te deu para que ontem dia 27, por volta das 21.30 horas te pirasses, o que foi isso Man, nem xau nem nada, teve que ser o Rito a dizer-me, aquilo que não queríamos ouvir, isso não se faz aos amigos meu, foi cá uma pancada, Man, porra engoli em seco, foi brutal, estávamos todos a fazer um força enorme a puxar por ti, é verdade, Vasco, montes deles que vieram do Porto e de Lisboa, mas bazaste na mesma nem parece teu. E Rates como vai ser Rates sem ti, sem a tua companhia, Man, lembras-te dos passeios ao sábado de manhã, com as cartas militares da zona, era curtido, não era e agora? Vou com quem? Fosga-se Man, vai ser duro, mas lá estarei.
Sabes, o pior é que tu me obrigaste a falar com a Lucinda, pá se soubesses como foi duro falar com a Lucinda, faltaram as palavras, porra Man, eu não merecia isso, podias ter esperado, Man.
E hoje, Vasco pior ainda, aquela de ir aquela casa fria, ver-te, foi do caraças, Man, aí é que bateu mesmo fundo e eu armado em herói quando cheguei ao pé da “Baixinha”, estava pronto a rebentar mas nada Man, reagi a Vasco Lima, teso, nada de mostrar fraqueza, mesmo a cambalear, com um sopro caía ko.
Vasco Joel Correia de Lima não consigo, Man, não consigo, mesmo, escrever mais porque as minhas lágrimas só agora rebentaram e estou em choro compulsivo, Man, achas lindo esta coisa, de certeza que não e eu sei disso.
Até sempre Vasco Lima, “Xanoc”.
Olha por nós. Orienta-nos nas nossas trialeiras da vida.
Do teu sempre amigo Parola Gonçalves.
PS: Texto não editado.
Arquivado em: LANDLOUSÃ
Vasco Lima, agora é o que consigo escrever, “Adeus Vasco Lima”.
Quando estiver mais sereno, quero deixar aqui expresso todo o meu carinho e amizade.
Até sempre, Man.
Arquivado em: LANDLOUSÃ
Boas.
A data para a constituição do Land Lousã, será o dia 28 de Junho pelas 15.00 horas na Lousã em local a definir.
Os Estatutos já estão concluídos e oportunamente será “afixada” a ordem de trabalhos.
Inté.
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Boas.
“VOU SEMPRE, MESMO QUE NÃO VOLTE”.
Dou por mim muitas vezes, a pensar na Odisseia que foi, a etapa nocturna de ligação entre as Gargantas de Todra a Dadés.
Mas com a preparação da II Expedição a Marrocos ao ler o “Le Guide du Rotard Maroc 2008″, esta travessia merecia um lugar de destaque em dois lugares distintos face a beleza da travessia e a sua dificuldade, já que com o mau tempo não existe trilho.
Sinceramente acho que foi uma aventura que começou pouco depois das 18.00 horas de um dia qualquer de Setembro e acabou por volta das 3.00 horas da manhã do dia seguinte depois de quase 8.00 horas para fazer cerca de 40 kms de uma pista invisível numa noite escura a uma altitude média de 2600 mts.
Não existe nenhum lugar digno desse nome ao longo do percurso. Como referem muitos Guias, uma pista em lado nenhum.
Recordo com algum riso de saudade a minha conversa com o “Savimbi”, antes de levar 11 Land Rovers e 24 pessoas, para uma pista de montanha com precipícios “medonhos”, que o escuro da noite não dava para ver, nomeadamente nas curvas com ganchos apertados em que a roda traseira esquerda pisava o limite da segurança da vala. Pode parecer ridículo, mas aquela conversa com o “Savimbi” foi muito importante enquanto o resto do pessoal se divertia a molhar os pés e a beber umas “Cucas”, que entretento refrescavam nas águas geladas do Rio Todra. Eu confio cegamente no meu “Savimbi”, tenho uma confiança inequívoca no meu Defender e isso é muito importante.
O ponto mais elevado da pista é o Pico D’Aguerd a 2639 mts.
A pista começa suave com vistas soberbas sobre a montanha, entrando lentamente para um labirinto de curvas e contra-curvas de um Oued carregado de calhaus que escorregam da montanha que ladeia o Oued. As fortes chuvadas tinham eliminado o que restava da pista e foi uma busca constante de trilhos e saídas naquela noite escura em que o pessoal começava a entrar em stress, porque nunca mais tinha fim aquela longa pista.
Foi muito importante a ajuda do João Anágua que serviu de “lebre” a descobrir trilhos no meio do nada e da Rosa Maria que foram os meus “olhos”, naquela noite.
O GPS, não deixava de marcar 33.9 kms de distância ao destino, medida em linha recta e isso era demolidor, nomeadamente para mim e para o Anágua que sem ter falado com ele via CB, entendeu a minha mensagem via rádio “só faltam 12 kms, só faltam 4 kms” e o GPS insistia em manter a distância no 30 kms.
Por isso, não quero deixar de lá voltar, para ver o que não vi, para apreciar aqueles pisos de rochas rolantes e os plateaux calcáreos que descem para Dadés.
Track para Mapsource, AQui
O famoso Track no início do percurso
2,4 Kms numa hora é obra e subimos mais de 300 mts
Algures antes do desfiladeiro a ver o track no GPS

















