Existe por vezes a necessidade de projectar um percurso a partir de um conjunto de pontos de passagem (waypoints) que o utilizador foi catalogando e armazenando no seu dispositivo.
Em Oruxmaps esta funcionalidade está disponível em dois modos:
1. Carregar e apresentar no mapa os pontos de passagem , que servem assim de guia ao percurso a realizar.
Para tal, acedemos ao segundo botão mais à esquerda da barra de comandos que ocupa o topo do ecrã e seleccionamos a opção “Gerir”.
O utilizador passa a ter acesso à janela de gestão de pontos de passagem.
Aí, filtramos e marcamos os pontos pretendidos. Damos por concluída a operação premindo o botão mais à esquerda que ocupa o topo da janela.
Os pontos de passagem seleccionados passam a ser visuailizados no mapa
2. Criar uma rota (route) a partir de um conjunto de pontos de passagem seleccionados.
Esta funcionalidade é obtida igualmente ao nível da janela de gestão de pontos de passagem.
O utilizador deve previamente seleccionar os pontos e depois premir o segundo botão mais à esquerda que ocupa o topo da referida janela.
Será então gerada uma rota unindo os pontos.
Para a versão 4.8.1 não é ainda possível adicionar e associar motivos gráficos (icons) específicos aos pontos de passagem.
Filed under: MARROCOS 2012
Realizada a Travessia de Serpins a Freixo de Espada à Cinta via Lumbrales, as nossas atenções, viram-se a todo vapor para o estudo detalhado do percurso.
Source de Ain-Hamra
Menos de dois meses, para a Expedição a zona do Chott Tigri, zona que procuraremos “vasculhar” com todo o interesse, já que muitos motivos históricos e naturais estão ligados ao Chott Tigri, com a grande batalha com a Legião Estrangeira e o enorme manancial de água potável dos seus aquíferos, um dos maiores da África doi Norte. A textura da sua areia, do tipo “cola tudo” a sua cor ocre com tons de alaranjado, torna esta zona diferente. As dunetes e dunas que contornam todo o Chott vão “trajectadas”, de modo a construirmos um mapa Topo com mais pormenor.
O percurso até Ain Benimathar, cruza as montanhas do Rif, sempre em busca de trilhos, caminhos e pontos de interesse, como Coll du Nador, Estâncias Termais e Grutas naturais.
De Ain Benimathar até Chott Tigri, as pistas do Gandini são a nossa aposta, com uma descida até Iche, local com encanto e muitas boas recordações para o pessoal da Expedição de 2010. A Pista militar de Iche a Figuig é fabulosa, pela paisagens, pelos sítios de gravuras rupestres que existem ao longo do percurso e na parte fibal com a chegada a Figuig. O Palmeiral de Figuig está em vias de ser classificado como Património Natural da Humanidade.
Até Missouri a caravana seguirá uma rota pré-defenida, depois de Missouri as variantes serão estudadas dia após dia, sem presas e constragimentos, sempre com o lema “Devagar mas com estilo”.
Dayat Lhajal, near Ich
Inté.
Filed under: PASSEIOS E AFINS
Boas.
Caro Sócio(a).
Foz de Alge, é um belo local para pernoitar no seu Parque de Campismo e Caravanismo, bem junto a Albufeira de Castelo de Bode.
A Aldeia do Xisto de São Simão, as Praias Fluviais de Ana de Aviz, Fraga de São Simão e o Cabeço do Peão, são motivos para uma visita.
Fica a nota para uma visita brevemente.
Inté.
Filed under: NOTICIAS
Boas.
No passado dia 11 de Fevereiro, alguns sócios da Landlousã, meteram mãos à obra e foram até ao Chiqueiro para recuperar o edifício de madeira que serve de apoio ao Parque de Merendas. O edifício de madeira estava a precisar de tratamento e pintura, já que a madeira apresentava deformação e estava ressequida.
O edifício foi escovado, pregadas algumas tábuas e tratado com um 4 lts de um produto indicado para as condições atmosféricas da zona.
Antes
Durante
Depois
Ao Renato Ventura, Carla Pereira, Marco, Petit Sofhie e Paulo Bré, obrigado pela ajuda e disponibilidade. À Bricolousã um agradecimento pela colaboração prestada.
Inté
Boas.
Uma importante aplicação, cujo donwload pode ser feita AQUI.
O JaVaWa GMTK, é uma aplicação que permite fazer fazer uma série de operações importantes, tais como:
A migração de mapas do computador antigo para um novo é simples com este aplicativo.
Mover mapas do computador para outro disco ou pasta, alterar os nomes dos mapas ( apenas para os desbloqueados), alterar o tipo de TYP, remover mapas, corrigir erros de mapas e mais uma série de funções que vamos descrever.
Como usar o JaVaWa GMTK
Se for utilizador de Windows Vista ou Sevem, terá de ser obrigatóriamnete de ser “administrador”, o que não é forçosamente necessário se for utilizador de Windows XP.
Instalado a aplicação JaVaWa GMTK, esta irá recolher toda a informação sobre os mapas instalados no Computador, bem como erros, como por exemplo mapas com ID’s semelhantes.
Os mapas com erros serão mostrados a vermelho. Quando se trata de erros de arquivo não é possível fazer (backup) ou mover estes mapas. Em muitos casos JaVaWa GMTK é capaz de reparar os erros.
PC novo? Use JaVaWa GMTK primeiro e de seguida, instale o MapSource
É aconselhável instalar o aplicativo JaVaWa GMTK no seu novo computador e só depois é que deve instalar o Mapsource. Por norma a versão de instalação do Mapsource é uma versão de actualização, pelo que JaVaWa GMTK permite instalar correctamente a versão do Mapsource.
Esta opção permite fazer uma cópia de segurança (Backup), dos seus mapas, incluindo os códigos de bloqueio.
O procedimento, consiste em seleccionar os mapas que se deseja fazer (Backup). Clicando no ícone (Backup), uma caixa de diálogo permite seleccionar um local de armazenamento, sendo aconselhável um disco externo ou uma Pen USB.
JaVaWa GMTK, verifica se o destino escolhido tem memória é suficiente, e se tem permissões de escrita. Uma caixa de diálogo mostrará o progresso dos mapas individuais e o progresso de toda a selecção.
Essa opção permite restaurar os mapas sujeitos ao (Backup), mencionados anteriormente e colocados em novo computador.
Depois de selecionar o disco ou a pasta onde foram colocados os mapas com a opção de (Backup), uma caixa de diálogo permite selecionar quais mapas que desejamos restaurar e, opcionalmente, selecione um local diferente de armazenamento. A parte inferior da caixa de diálogo mostra o espaço necessário e disponível por elemento (Drive).
De seguida, clique em Iniciar restauração. Os mapas (incluindo códigos de desbloqueio) serão instalados em seu novo computador. Os mapas já existem em seu novo computador não serão substituídos a menos que se opte por esta opção.
Esta opção permite mover os mapas para outra pasta ou unidade no seu computador, de forma que o MapSource ou o BaseCamp possam funcionar correctamente.
Esta opção permite remover os mapas do computador. No caso de mapas corrompidos, alguns arquivos podem permanecer no sistema, mas MapSource e o BaseCamp funcionarão normalmente.
Essa opção permite ter acesso a toda a informação detalhada sobre o mapa seleccionado e possíveis erros.
A aplicação JaVaWa GMTK, verifica os mapas extensivamente e relata erros quando encontrados. Os mapas com erros são coloridos vermelho de acordo com o observado na opção “Info”. No caso em apreço os Mapas a vermelho o erro tem a ver com o tipo de Typ.
A aplicação, JaVaWa GMTK pode reparar alguns desses erros, como por exemplo mapas com o mesmo ID, pelo que atribuirá novas identificações, apenas a mapas bloqueados.
A 2.ª parte será publicada brevemente.
Filed under: MEMÓRIAS
De aspecto, era soberbo, jantes de 17 ou 18”, pneus com lista branca larga, verde “cueca” no corpo e verde-escuro na capota ou tejadilho. Os cromados da entrada de ar já eram aerodinâmicos. Tinha seis cilindros em linha, imponente como era qualquer Opel Kapitan. Os bancos eram corridos de pele meio acastanhada. Junto ao volante, sobressaía uma alavanca de velocidades que geria três velocidades para a frente e uma de marcha atrás. Ao meio do tabliê impecavelmente cromado destaca-se um vistoso rádio PYE, com uns 8 botões.
Um Domingo de 1966.
Data precisa, não sei, talvez julho de 1966. Como sempre, desde muito cedo havia o ritual de lavar e polir o velho Opel Kapitan, para depois dar uma volta, a chamada “volta da secagem”.
Final de uma manhã de Domingo:
Opel Kapitan, lavadinho, esplendoroso, prepara-se para a sua volta. Saio de casa, no Marçal, e sigo em direcção aos Armazéns Sameiro, pisca à direita, Serração Bailundo, Bairro dos Pintos, Avenida do Brasil. Junto à Panificadora, toca a sirene e mandam encostar, era a BT da PSP.
“Os seus documentos?” Népia. “Idade?” 14 Anos. “Não sabe que não pode conduzir?” Já tenho prática. “Mas tem carta”, riposta o Guarda da PSP. “Entra e leve o carro para casa, que nós seguimos atrás de ti.”
Pisca à direita, Rua Paiva Couceiro. Avenida dos Combatentes, pisca à direita. Bairro dos Teixeiras e casa, tudo isto no meio de muito trânsito.
Segunda-Feira seguinte:
Tribunal de Luanda, perto do Cinema Restauração. Seriam cerca das dezoito horas – final de tarde -, estava a escurecer, os julgamentos eram feitos quase que em fila indiana. Entro na sala, e num patamar elevado está um Juiz de bastante idade, óculos de forte graduação, enterrado na cadeira, que pergunta, “Idade?” 14 anos. “Aproveitamento escolar?” Bom. “Estás de férias?” Estou, sim Senhor Doutor Juiz. “Então vais condenado com oito dias de prisão efectiva, pelo crime de condução sem carta de condução, com 5 anos de pena suspensa.” Não respondi, não chorei, estava com raiva, eu e o Guarda da BT, já que fui o único a ir de férias, ou outros pena suspensa.
*
A “Ramona” era uma velha Ford Transit, pestilenta, mal cheirosa e estamos uns quinze, tal qual sardinha em lata. A Cadeia de Luanda ficava junto à rotunda da “Asfal”, com quem ia para o Cacuaco. Já passava das vinte horas, quando a “Ramona” entrou no Páteo do Espaço Prisional. Procedimentos normais do “despe a roupa e veste o fardamento”.
Como era tarde, fomos todos para uma cela colectiva, daquelas com mais de cem pessoas. Era de meter medo, assustador. Sei que dormi com os “Keds da Macambira” debaixo da cabeça, em cima de uma mesa corrida, cheio de medo de fome e com a tarefa de limpar as casas de banho, de madrugada. “Se quiseres protecção, manda trazer dois volumes de ‘Francesinhos’ ou ‘Jucas’”, que eram uns maços de cigarros que se vendiam depois avulso.
Costumo dizer que tenho sempre um Anjo da Guarda, pelo que a meio da manhã sou chamado ao Director da Cadeia, que me pergunta, “que idade tens?” 14 anos. “O Juíz mandou-te para aqui, com esta idade?! Bem, vou tirar-te dali e vou colocar-te numa cela onde está um tipo que nunca sai da cela.”
Assim foi. Peguei nas coisas e vou para o 1.º andar topo-nascente, virado para o mar, com a vantagem de poder apreciar os barcos e belo estaleiro de barcos a vela de um velho amigo, que navegava em “Finn”, cujo nome era de origem espanhola.
O meu parceiro de cela era muito moreno, cabelo curto, com feições marcadas de sofrimento e olhos bem encaixados na face. Pouco falava e era obcecado pela leitura de livros, em que as curas eram originadas por produtos naturais. Tinha uma enorme colecção de livros sobre a cura com maçãs, vinagre, alho, sei lá… O próprio Director da Cadeia falou com ele e exigiu que ele fizesse a minha protecção, já que o meu colega de cela estava condenado a pena pesada e era dos mais antigos da cadeia. Para mim, o olhar do homem metia medo: olhos profundos, esbugalhados, como que um psicopata. Acordava de noite e começava a recitar versículos da Bíblia, dizia ele que era para “expiar” o seu pecado, de ter feito justiça com as suas mãos, quando é manchada a sua honra de homem ou marido.
Na cadeia, havia dois turnos de ida ao pátio: um de manhã e outro à tarde. À quinta-feira, havia uma sessão de cinema. Por norma, uma coboiada ou um filme de espadachim, lembro-me que o filme era um western com John Wayne.
No recreio, a ponto mais seguro, era encostado a parede e próximo de uma porta – para basar ou então ficar na cela. Lembro-me de ver o Joãozinho das Garotas, um antigo Tesoureiro das Finanças que palmou milhares de contos com a sua trupe, qual Al Capone. Era impressionante ver o Joãozinho das Garotas, rodeado de “seguranças”, lembro-me de ouvir dizer que era considerado um herói, já que palmou umas massas ao Colonizador.
Uma segunda-feira, oito dias depois, em 1966
Dezanove horas, o Guarda Prisional abre a porta da cela e diz, “está lá fora o teu pai, que te vem buscar”. Dou um abraço ao meu amigo das curas milagrosas, entrego a farda, visto a minha roupa e lá estava, brilhante, resplandecente, o Opel Kapitan. O meu pai, teve a ideia de levar o carro a brilhar, imponente com só um Opel Kapitan, pode estar. Sobe a rampa para a Asfal, segue pela Estrada do Sambizanga, cruza a Estrada da Cuca e entra em terra parando junto ao Zé das Molas, saí do Opel Kapitan e disse-me, “leva o Kapitan para casa”.
Mais tarde fui visitar o meu amigo das curas milagrosas…
“Quando o avião levantou voo e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria a minha Terra, Terra em que tinha nascido e por opção Terra que queria ajudar a crescer.”

















