A aplicação MapSource organiza e gere os conjuntos de mapas como “produtos”. Cada “produto” ou mapset é constituído por um mapa de alto nível para pré-visualização (preview map), por mapas de detalhe (que depois podem ser seleccionados individualmente através da “Ferramenta de Mapa” e carregados no receptor GPS), por um ficheiro .tdb e, opcionalmente, por um ficheiro TYP.
Estes mapas detalhe (ou map tiles em inglês) são identificados por um nome relacionado com a área geográfica que cobrem, bem como contêm internamente as coordenadas daquela mesma área. Sucede que tais dados não têm qualquer correlação com a identificação em termos de ficheiro (.img), uma vez que esta é sempre constituída por 8 dígitos. Tal conhecimento pode ser importante quando pretendemos combinar mapas detalhe específicos ou, ao invés, proceder à sua partição para um tratamento mais detalhado.
Através da ferramenta Mapsource Map Explorer (disponível para download em http://www.geodude.nl/community/content/view/29/49/) é possível aceder e verificar as características dos mapas detalhe instalados no MapSource.
O valor referido no atributo “Map Number” corresponde ao nome do ficheiro .img. Se este valor tiver um comprimento inferior a oito dígitos, obtém-se o .img adicionando zeros à esquerda, até perfazermos os referidos oito dígitos.
Uma outra ferramenta que pode ser utilizada para inspeccionar as características dos mapas Garmin é a GMapTool. Já aqui demos conta anteriormente das suas possibilidades para cominar ou partir mapas (http://landlousa.wordpress.com/2009/08/10/como-combinar-varios-mapas/).
Ao executar a ferramenta GMapTool.exe, o utilizador começa por premir o botão “Add Files” e navegar até à directoria que contém os mapas a inspeccionar (por exemplo c:\garmin). Aí adicionamos os mapas:
Finalmente, premimos o botão “Details”.
Através da ferramenta OziMapToKMZ é possível procedermos à conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar um conjunto de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer.
No espaço nacional as cartas militares utilizam projecções diferentes daquelas utilizadas nos mapas criados no GoogleEarth. Efectivamente, as imagens raster das cartas militares encontram-se projectadas no Datum Lisboa (Portugal) e os mapas do GoogleEarth apenas utilizam o datum WGS84.
Assim sendo e para utilizarmos as cartas militares nos dispositivos GPS da GARMIN como mapas específicos, teremos que georreferenciar e re-projectar os ficheiros raster (formato JPEG).
Para esta operação necessitamos de dois programas:
- Map Merge para OziExplorer (ferramenta que pode ser descarregada através da hiperligação http://www.oziexplorer3.com/mapmerge/mapmerge.html);
- ozf2img (utilitário desenvolvido pelo eslovaco KlaMa e disponível em http://bogi.gpsforum.sk/tools/ozf2img.rar).
A primeira tarefa passa por abrir a ferramenta MapMerge e seleccionar o mapa que se pretende reprojectar através do botão “Add”. Teremos então acesso a uma caixa de diálogo que nos permite indicar o caminho da pasta que contém o mapa-alvo. Este, bem como todos os outros ficheiros .map que constarem da pasta são listados e detalhados na área de informação que ocupa o lado direito da aplicação:

O mapa a projectar deverá ser seleccionado através da caixa de marcação que se encontra à frente da sua referência.
De seguida, teremos que proceder a um conjunto de configurações, tais como:
- Definições do novo mapa de destino, como sejam a escala (em metros por pixel) e a projecção (WGS 84).
- Pasta de destino, onde o novo mapa será armazenado.
Tais configurações são dadas nos separadores “Destination Map” e “Configure”. Assim no primeiro separador teremos que indicar:
- Pixel Scale – Local onde o utilizador deverá especificar a escala do mapa de destino em metros por pixel. Este atributo que determina a dimensão do mapa a produzir e, quanto menor for o valor, maior será a imagem a criar, bem como o tempo de processamento.
Para calcularmos o número de pixels por metro temos que utilizar a escala que serviu de base ao mapa e multiplicá-la por 0,000265. Se a esacala é de 1:25000, então o número de pixels por metro é 25000 * 0,000265, isto é 6,63 metros.
- Map Datum – O datum do mapa a produzir (neste caso pretende-se o datum em WGS 84)
- Map Projection – Projecção do mapa de destino.
Existem projecções que podem requerer parâmetros adicionais, os quais terão que ser dados pelo utilizador.

Ao nível do separador “Configure” as opções que nos interessam para esta operação de conversão são três:
- Temp File Folder – Pasta utilizada pela ferramenta durante o processo de criação do novo mapa e onde serão no seu decurso criados ficheiros temporários.
- Destination Folder – Pasta onde será armazenado o novo mapa.
- Resize (%) – Atributo que designa a percentagem de redimensionamento do novo mapa. Se pretendemos que o mesmo tenha uma resolução inferior ao mapa que lhe serve de base devemos indicar um valor inferior a 100.

Finalmente só temos que pressionar o botão “Create Map” e indicar a opção “Fom Selected Maps”.

O mapa agora criado é constituído pelo par de ficheiros .map e .ozfx3 (formato de imagem nativo do Ozi Explorer e único aceite no Ozi Explorer CE). No entanto, a ferramenta OziMapToKMZ não suporta tal formato. Pelo que o mapa OZI terá que sofrer um segundo nível de conversão intermédia: a conversão do formato de imagem.
Para tal há que executar a ferramenta ozf2img. Trata-se de uma ferramenta que funciona no modo de linha de comando (vulgarmente conhecida como aplicação a correr em janela de MS-DOS) e que deverá ser copiada para a mesma pasta onde se encontra o mapa constituído pela imagem ozfx3. A sintaxe da mesma é seguinte:
ozf2img -i<file>.map
O resultado do processamento é um ficheiro .png (Portable Network Graphics, formato gráfico surgido em 1996 para substituir o GIF).

Este novo ficheiro .png terá que ser associado ao ficheiro .map. Basta abrir através de um simples editor de texto e substituir na terceira linha o nome da imagem (de OZFX3 para PNG).

Finalmente, o mapa está pronto a ser utilizado no OziMapToKMZ.
Conforme fomos dando conta, desde que a GARMIN lançou para alguns dos seus modelos a possibilidade de incorporar mapas raster, a comunidade de entusiastas tem lançado ferramentas destinadas a facilitar a conversão e processamento de tais mapas.
Uma das ferramentas que mais expectativas tem gerado neste momento produz a conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, pois, reaproveitar aquele arquivo de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer, mas também a que mais utilizamos no espaço nacional (cartas militares).
A ferramenta designa-se OziMapToKMZ e é completamente freeware. Foi desenvolvida pelo eslovaco KlaMa, e muito do seu trabalho pode ser seguido no fórum www.gpsforum.sk.
Esta pode ser descarregada a partir da seguinte hiperligação: http://mozigo.zubor.net/uploaded/OziMapToKmz_uni_lng.zip
Exemplificando o processo, procurámos converter o mapa georreferenciado da zona de Ar-Rachidia, escala 1:250 000 e produzido pelo IGN. Para tal recorremos então à ferramenta OziMapToKMZ.

A primeira tarefa passa por alterar o idioma de trabalho. As últimas versões possuem já um interface multilingue. São fornecidas nativamente traduções para as línguas checa (aquela que aparece por omissão no primeiro arranque) e inglês. Para outras linguagens, o utilizador pode recorrer ao Google Translate, pressionando o botão do mesmo nome.
A próxima tarefa passa por procurar o mapa em formato OZI e adicioná-lo, através do botão “Find a MAP File”. Se este for constituído por imagens no formato PNG ou BMP, as mesmas serão convertidas em JPEG antes de serem inseridas no ficheiro KMZ.
A área que dá pelo nome “Map Calibration Check” utiliza informação interna do ficheiro .map do OZI, mais especificamente da secção MMPL. Esta secção contém as coordenadas dos cantos do mapa e é utilizada para a procura automática dos mapas vizinhos.
Se tal informação vier em branco a quando do carregamento do mapa na ferramenta OziMapToKMZ, o utilizador só tem que abrir de novo o mapa no OziExplorer, selecccionar o comando “File > Check Calibration Of Map” e gravar sem quaisquer alterações. A secção MMPLL do mapa é gerada automaticamente.
O mapa fonte é fraccionado de modo a respeitar as recomendações dadas pela GARMIN para este tipo de mapas. O número de fracções (dado em linhas e colunas) pode ser ajustado, sendo a sua dimensão dada ao lado:

Outras propriedades a controlar são:
- Taxa de compressão da imagem JPEG;
- Ordem de desenho ou “DrawOrder”;
- Transparência ou “Opacity” (apenas possível de visualizar na ferramenta Google Earth).

De seguida, temos que dar um nome ao novo mapa, preenchendo campo “Name of target KMZ” e indicar a pasta onde o mesmo será guardado uma vez terminado processo de conversão:

Caso o utilizador pretenda uma cópia do ficheiro KMZ na pasta onde se encontra instalada a ferramenta OziMapToKMZ deverá seleccionar a caixa de marcação “Copy resulting KMZ here”.
Finalmente procedemos à conversão do mapa. O mesmo poderá ser desencadeado de duas formas:
- A produção de um ficheiro KMZ, constituído por várias imagens raster, premindo o botão “Split map into smaller pieces”, facto que pode ajudar a melhorar a velocidade de carregamento do mapa no dispositivo GPS;
- A criação e armazenamento do mapa num único ficheiro raster, premindo para tal o botão “Whole map as GE overlay”.

As imagens raster (no formato JPEG) são guardas no ficheiro KMZ sem qualquer compactação ZIP.
É recomendável que os mapas a converter estejam orientados a Norte. A funcionalidade de rotação do mapa não existe nesta ferramenta. Caso um mapa requeira rotação, deverão ser usadas as ferramentas “Map Merge”, do próprio Ozi Explorer, ou MapEdit++.
A possibilidade que certos dispositivos GARMIN (modelos OREGON, DAKOTA e COLORADO) têm com as últimas versões de firmware de produzir a visualização de mapas raster tem animado muito a comunidade. Para já assenta muito na produção e georeferenciação das mesmas a partir do GoogleEarth, mas estão em desenvolvimento um conjunto muito interessante de ferramentas destinadas a facilitar a produção de tais mapas. Uma delas é o GPS Visualizer (http://www.gpsvisualizer.com/).
Uma vez que os mapas criados no GoogleEarth apenas utilizam o datum WGS84, os ficheiros raster (formato JPEG) que utilizam projecções diferentes (caso das cartas militares do IGEOE) podem ser utilizados desde que consigam ser georreferenciados e re-projectados.
Nos cinco passos descritos pela Garmin para a criação de mapas específicos (http://garmin.blogs.com/softwareupdates/2009/10/creating-and-using-garmin-custom-maps-in-five-easy-steps.html) a partir de ficheiros raster deveremos ter em conta algumas questões:
Passo 1:
A resolução máxima do ficheiro raster é de 1 megapixel, pelo que poderemos trabalhar correctamente imagens com as resoluções de 1024×1024 ou 512×2048. Imagens maiores são suportadas, mas o dispositivo produz uma visualização (render) de qualidade inferior.
Nenhuma imagem deve ultrapassar mesmo os 3MB, uma vez que leva muito tempo a ser processada pelo dispositivo GPS. A mesma poderá ser fraccionada ou gravar-se com compressão (a taxa de 80% não traz degradações significativas do ponto de vista da visualização no dispostivo GPS).
Um mapa no formato KML/KMZ (Keyhole Markup Language e Keyhole Markup Language zipped, formatos nativos do GoogleEarth) pode ser constituído sem problemas por vários ficheiros raster. No entanto, só um ficheiro KML será processado por KMZ (formato nativo do GoogleEarth para distribuição): trata-se do ficheiro kml que se encontra na raiz daquele e, em termos de notação, designado “doc.kml”.
De acordo com a Garmin e para a versão corrente de software o número máximo suportado por dispositivo GPS é de 100. Este é um total por dispositivo e não por por ficheiro KMZ. No extremo (1 ficheiro raster = 1 ficheiro KMZ), poderemos ter 100 mapas.
Se o utilizador quiser incluir várias imagens JPEG num ficheiro KML/KMZ, deverá por uma questão de conveniência e relacionamento entre imagens, colocá-las numa pasta debaixo de “Os meus Locais”. Uma vez adicionadas as imagens só tem que premir o botão direito do rato sobre a pasta e seleccionar o comando “Guardar local como…”. Através desta opção as imagens serão guardadas num único ficheiro KML/KMZ.
Passo 3:
O valor especificado na opção “Ordem de Desenho” do separador “Localização” que se encontra na caixa de diálogo que define as propriedades da “Sobreposição de Imagem” que estamos a adicionar, controla a sobreposição do mapa no dispositivo GPS face aos outros mapas vectoriais que existam activos. Assim:
a) Se o valor especificado na opção “Ordem de Desenho” for igual ou superior a 50, este mapa será desenhado sobre os outros mapas;
b) Se o valor especificado for inferior a 50, o mapa será desenhado apenas sobre objectos do tipo terra, água e áreas, mas não sobre estradas, linhas ou contornos de profundidade de outros mapas.
Pontos de interesse, rotas, caminhos e geocaches são sempre desenhados sobre os mapas.
Para além disso, um mapa específico criado a partir de um ficheiro raster será sempre desenhado sobre outro do mesmo tipo, desde que o valor da opção “Ordem de Desenho” seja maior.
Para já, não é suportada a funcionalidade de “Super-Overlays”.
Passo 4:
Se o mapa for criado para ser submetido a operações de ampliação/redução é conveniente que o aspecto da imagem se mantenha proporcional. Tal consegue-se mantendo a tecla “SHIFT” premida enquanto se realiza no GoogleEarth o ajustamento da imagem a sobrepor.
Utilização dos mapas no dispositivo GPS
Já no que toca à utilização e navegação nos mapas, há ainda algumas dicas que nos parecem úteis.
A primeira diz respeito à orientação do mapa. Se legibilidade dos nomes colocados no mapa é importante e aquele foi criado tendo por base a direcção norte (como é o caso das cartas militares portuguesas), então o dispositivo GPS deve ter seleccionada a opção de orientação do mapa “North Up” (menu Setup > Map > Orientation).
A segunda diz respeito ao activar dos mapas. No dispositivo GPS não existe qualquer diferença entre mapas específicos criados a partir de ficheiros raster e mapas vectoriais. O utilizador tem a possibilidade de activar e/ou desactivar os mapas específicos como qualquer outro mapa a partir do menu Setup > Map > Map Information. Estes mapas específicos aparecem então listados sob um mesmo botão designado “Custom Maps”. Até ao momento o utilizador apenas tem a opção de activar e/ou desactivar todos os mapas específicos, e não individualmente.
Para o utilizador poder utilizar mapas raster (formato jpeg) no dispositivos GPS Garmin (modelos Colorado, Oregon e Dakota) tem que proceder primeiro a uma actualização do firmware daquele último. Esta actualização pode ser descarregada no próprio portal do fabricante.
Assim, temos as seguintes localizações:
- Oregon200:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00697-00 - Oregon300:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00697-01 - Oregon400t:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00697-02 - Oregon550:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00697-10 - Colorado300:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00622-31 - Dakota10:
http://www8.garmin.com/support/collection.jsp?product=010-00781-00


