Boas.
Dou por mim muitas vezes a pensar como seria o resto da minha VIAGEM na “Expedição Lisboa Luanda”, depois das grandes aventuras no Deserto do Sahara e do Tenerée, que acabaram como se sabe numa sequência de três assaltos, na zona inóspita de Tin Zouatine. É uma questão que me coloco muitas vezes, “como seria”, pergunto eu.
Eu também não sei responder, sei e tenho a certaza que ainda não regressei dessa VIAGEM e que hoje não a faria do mesmo modo, seja de Mapa Michelin, bússola e sem telemóvel ou GPS, enfrentando a solidão e o silêncio, debaixo de uma sol abrasador.
Ainda hoje, recordo sem errar o cruzamento depois de El-Goléa, na Argélia, por onde nos embrenhamos no Grande Deserto e o “cagaço” que apanhei nos primeiros kms em direcção ao nada, num fim de tarde em que aproximava uma tempestade de areia. Foram mais de 10 dias até Tammanrasset com um desvio a Borj Omar Driss para reabastecer com 300 litros de gasóleo.
Sei que não é possível, retornar a Tin Zouatine, sei que não é possível ainda regressar ao sul da Argélia em segurança, mas sei que gostaria de voltar SÓ ao Sahara.
Só Eu e o SAvimbi numa Grande Expedição a solo.
Ando a pensar nisso a meses mas ainda não tive oportunidade de anunciar cá por casa, talvez um dia destes quem sabe, me deixem Regressar da Grande Expedição.
Fiquem bem.
Inté.
José Megre faleceu esta manhã, vítima de doença prolongada. A sua partida representa uma perda inestimável para o automobilismo português.
A partir de 1982, Megre passou a dedicar-se exclusivamente à disciplina de todo-o-terreno como piloto, ao que se seguiu a criação e organização das maiores provas desportivas internacionais desta especialidade que ainda hoje se realizam em Portugal, das quais são exemplo a Baja de Portalegre, Baja de Portugal Vodafone 1000, Rally Transibérico, 24 Horas de TT de Fronteira ou o Transportugal.
José Megre era um amigo que deixa saudades. Foi o maior impulsionador do Todo Terreno em Portugal e um aventureiro por natureza.
À família e aos amigos o Landlousã expressa sentidas condolências.
Boas tardes.
Hoje a tarde fui ao Hospital da Universidade de Coimbra visitar dois sócios do LandLousã que por dois motivos diferentes estão internados.
O Topé está em fase de recuperação depois de ser internado com fortes dores de cabeça e febre pelo que ainda aguarda pela confirmação do diagnóstico.
O Ivo Padilha teve um grave acidente nos treinos da Prova “2.º Louzan Dhl”, tendo um grave lesão no fígado, basso e visícula. Encontra-se ainda na Unidade de Cuidados Intensivos.
A ambos o Land Lousã Clube de Praticantes deseja as rápidas melhoras.
Inté.
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Boas.
Deixo aqui este tema para reflexão.
Será que os nossos carros têm ALMA?
Tenho andado a pesquisar e procuro respostas. Eu penso que sim, que têm.
Fica o desafio.
Fiquem bem.
Mugo ué.
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O Marques grande companheiro de grandes regatas está à bolina a lutar contra ventos fortes no Cabo da Boa Esperança.
Desde putos que somos amigos e apaixonados pelo mar, mais pelas regatas e pelos pequenos cruzeiros. Ainda putos compramos com o Abílio uns planos em Inglaterra para construir um pequeno cruzeiro a quem demos o nome de “INTRÉPIDO”. Foram mais de dois anos de cola e descola contaplacado marítimo mas quando o lançamos a água na Baía da Samba Pequena, foi a loucura.
Este pequeno barco deu-nos muitas alegrias e alguns cagaços como na famosa Regata do Dia da Marinha.
O Marques grande companheiro de aventuras era doido por vela e por “VW carochas”, mas o seu grande sonho era mesmo ir para a Austrália.
Com o 25 de Abril de 1974, fomos cada um para seu lado e o Marques doido pela Austrália, partiu para a África do Sul, sempre com o fito da sua Austrália.
Ficou pela África do Sul, onde como engenheiro se estabeleceu, onde construiu um médio cruzeiro, um barco a maneira, “à Marques” que tem num grande lago no interior do País.
Esta semana vim a saber que o Marques está numa corrida louca e deseperada contra uma tempestade que o arrasta à bolina para o Cabo das Tormentas. O Marques tem um cancro na coluna e está em fase terminal com dores horríveis. As dores são tão violentas que conseguem ser mais fortes que o choque das ondas dos Oceanos Atlântico com o Índico e que não o deixam chegar a Austrália.
Companheiro, resiste nem que para isso tenham de aliviar os brandais com na famosa Regata do Dia da Marinha, enrola a genoa e liberta o spinnaker, sem medo.
Man, é tão duro escrever isto e fico por aqui que já não consigo escrever mais…..
Aguenta firme e parte a dar andamento ao “largo”, para o “INTRÉPIDO” planar.
Marques, Mungo ué, como diriamos em Angola.
Fica bem.
