Land Lousã


GRUPO MOTO VERDES by Parola Gonçalves
20/10/2008, 19:28
Filed under: MEMÓRIAS

Boas.

No verão de 1983, já lá vão uns 25 anos, um grupo de Motards em que eu me incluía, teimou em dar umas voltas de mota de “enduro” pelo país fora e como tal, acordaram depositar no Banco Fonsecas & Burnay todos os meses 5 000$00, para depois no verão seguinte partir como uns lordes a enrolar a espia do acelerador.

As motas eram desde Yamaha DT 125 a 350, Casal 125, lembram-se delas e Suzukis 125, umas máquinas loucas.

A nossa primeira viagem foi para a zona de Miranda do Douro, queriam conhecer o Douro Internacional, o Parque de Montesinho e toda a zona raiana. Como havia guito o pessoal só abancava em Pousadas, e como tal optamos pela de Miranda do Douro e de Bragança.

Naquele tempo o equipamento era calças de ganga, blusão tipo “Bombeiro” e umas botas alentejanas ou então de borracha. O que interessava mesmo era curtir.

Saímos muito cedo em direcção a Pinhel e depois em Miranda do Douro onde chegamos já de noite, porque pelo meio havia umas bejecas, uns banhos em pelota nas ribeiras ou rios, nada de pressas, porque o que interessava era apreciar a paisagem, e sobretudo comer bem e do melhor. Em Miranda do Douro era tanta a etiqueta na Pousada que os empregados estavam desconfiados do pessoal.

Ainda me lembro de levar na minha Yamaha DT 350 uma carta militar a escala 1:50000 e fazer navegação em andamento no Parque de Montesinho, nomeadamente da Aldeia de França a Rio de Onõr, era a loucura total com a espia toda enrolada. Aqueles banhos nas ribeiras geladas de Montesinho eram o “must”, com o pessoal descontraído.

Nas rectas entre Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo, era o pessoal deitado nos bancos das motas, prego a fundo em corridas malucas ou em números de circo fabulosos com um pé no assento da mota, as mãos no volante e o outro no ar, coisas de doidos, não é.

Em Miranda do Douro nessa altura adorei ver os burros de raça mirandesa que até hoje nunca esqueci a graciosidade da raça e da beleza do animal, uma raça que uma Associação a uns anos protege e cuida em Miranda do Douro.

Esta foi a 1.ª viagem de muitas que fizemos pelo país fora de norte a sul.

O grupo tinha um nome “Grupo de Todo Terreno Moto Verdes”, vá-se lá saber porquê?

Mas que era giro era.

Ainda hoje o pessoal se encontra e quando fizemos 20 anos houve uma boa jantarada.

Fiquem bem

Parola

Luís Martins

Torres

Tó Mané

Mico

Fazendeiro

Artur Fotográfo

Inté.

Fiquem bem

 

O Topé que ainda não era nascido nessa data está a digitalizar o Road-book que pode ser obtido clicando na imagem superior da capa do road book.

 

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12 comentários

Recordo me perfeitamente da DT125, da Aprilia “Peru” 350 e mais tarde a XT600 (a que eu roubava da garagem á sucapa)..

Comentar por Nuno

Vai-se sabendo de cada uma nestes Fóruns.
Vai lá vai, quem me mandou dormir.ehheehehehehehehehehheeheheheh.
Inté

Comentar por Parola Gonçalves

LOLOLOLOLOLOLOL

Comentar por João Pedro

Hoje em dia já não me espantam estas histórias da Tua vida passada.
Espectáculo!!!!!!
Abraços MAN!

Comentar por André Athayde Cordeiro

Fantástico.
GRANDES MALUCOS!

Essa da XT600, faz-me lembrar a história de um tipo que precisou de um Defender uma noite inteira para transportar móveis para a casa nova….

LOLOLOLOLOLOLOLOLOLO

Comentar por André Bela

Boas.
Está para sair a viagem de XT 600 ao Parque Natural do Alvão, com umas banhocas na barragem e outras histórias divertidas.
Inté.

Comentar por Parola Gonçalves

Recordar é viver e o recordar ajuda a viver ainda melhor…
A XT 600 era conhecida pelo “Perú” pois na altura era um motão, faz parte das minhas (boas) memórias,(por vezes damos lugar a passagens mais recentes),o facto de ser aqui citada serviu para de repente, como que num clik me vir à ideia um passeio que fizemos na XT 600 até Sortelha, que belo fim de semana onde pudemos usufruir, também aqui, de um contacto com a natureza na Serra da Estrela com toda a sua inegável beleza. Ficamos instalados numa casa Senhorial, de pedra de traça antiga, de uma arquitectura muito bela. A vontade de lá voltar ainda permanece, quem sabe um dia destes… lá vamos nós, agora com outro grupo dar a conhecer as belezas daquela região.
Fiquem bem e até esse dia!!!

Comentar por Rosa Maria

Pois foi com grande entusiasmo que digitalizei o ROAD BOOK, pois tudo o que são histórias e aventuras antigas, para mim dão-me um grande gozo, imagino essas máquinas na altura onde dá a entender que era tudo muito mais “mecanico” e divertido, parece que estou a imaginar o Mestre mais magrinho, o Barata com mais cabelo, imagino os tempos que vocês viveram……. se soubessem a inveja que me fazem, hoje já nada disso acontecia, uma máquina tem uma avaria, pronto é o fim, como a minha “Maria” costuma dizer, eu estou a viver na geração errada, vou dar um exemplo, eu sou um aficionado dos automóveis principalmente dos Rallys, e por incrível que pareça o que me faz vibrar e arrepiar é o som dos carros antigos, como já disse a traz era tudo muito mais “mecânico” e “real”.

Abraço, e obrigado Mestre

Nota: espero por mais histórias….

Comentar por Tope


Parque Natural de Montesinho. Bragança
Não resisti… Fui buscar o álbum desses tempos
idos e achei entre muitas, esta foto, que por favor!!!… Nem sei como descrevê-la… Uns verdadeiros Tótós!!!!Tenho que admitir. Estão todos muitos mais giros agora! Ana Torres(a do Tó-Mané)
Lembro-me ainda duns passeio que fizémos. À Estrela e Sortelha,com muita chuva e muito frio e tanto eu como a Rosa Maria nunca desistimos ir agarradinhas aos nossos maridinhos, sem nunca desistir … mas rezando chegar ao destino bem depressa, para aí tomar um rico banho quente.Tenho saudades
Um abraço

Comentar por Ana Luísa Torres

temos que nos juntar

Comentar por fazendeiro

Boas, Zé.
Marca isso se faz favor.
Era excelente, só falta mesmo saber onde para o da Casal 125 o Zé Fotofrafo.
Inté.

Comentar por Parola Gonçalves

o artur esta a trabalhar na fig da foz
vou falar com o primo dele

Comentar por fazendeiro




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