Land Lousã


UMA VIAGEM DIFERENTE EM TIR by Parola Gonçalves
28/12/2008, 19:58
Filed under: LIVRE

Boas.
Pois é, em Fevereiro ou Março lá vou à boleia de TIR, até a Suécia. Uma maneira diferente de conhecer a Europa.
Boleia já tenho e de pessoal fixe de Foz de Arouce.
Mais uma aventura de certeza, com mais histórias para contar concerteza.
Inté.

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NEVE NA SERRA DA LOUSÃ by Parola Gonçalves
27/12/2008, 15:17
Filed under: LANDLOUSÃ

Boas.

Hoje a partir do Candal, mais ou menos a cota 600,00 mts, já caíam flocos de neve em grandes quantidades.

Junto a Casa dos Cantoneiros a estrada já estava toda  coberta bem como o telhado.

Nos alpendres das traseiras estavam 22 escuteiros de Marrazes, cheios de frio que procuravam abrigar-se do vento e da neve.

Abri a porta da Casa e tiveram oportunidade de se aquecerem, mudar de roupa e recuperar para continuar a viagem.

Depois continuei viagem até a Urtiga, para uma visita a alguém que nos deixou faz hoje 8 meses.

Inté.

Fiquem bem.



PELAS LINHAS DA NOSTALGIA by Parola Gonçalves
23/12/2008, 18:21
Filed under: CAMINHADA

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Um excelente livro para quem gosta de caminhadas e de aventura.

As propostas são tentadoras, os relatos e descrições ao pormenor despertam o interesse em calcorrear as antigas linhas férreas abandonadas.

Fica a sugestão.



CAÇADOR DE MEIA TIJELA by Parola Gonçalves
21/12/2008, 22:37
Filed under: MEMÓRIAS

Já lá vão bués de anos, mas mesmo muitos mais de 40, mas a vida tem destas coisas e hoje quando viajava para o Porto para ver a mâe da Rosa Maria, lembrei-me desa faceta, porque numa Área de Serviço vi uns caçadores ou uns também de Meia Tijela.

Como já relatei por aqui numa das minhas memórias, eu tinha uma bicicleta “Rudge” roda 24 com o quadro arqueado que me servia para a escola que ficava bués de longe,cerca de meia hora a pedalar.

Mas adiante. Sei que tinha uns 15 anos ou por aí quando o meu pai me ofereceu um “Diana 27”, que ainda hoje repousa aqui no meu escritório de casa.

Para os que não sabem um “Diana 27” era uma arma de pressão de ar, que era o topo de gama da classe.

Com um canhão daqueles este artista, montava na sua “Rudge” roda 24 azul mar e partia pelo Musseque do Marçal, via Estrada da Cuca e depois da Mabor entrava pela pista de terra até a Moagem do Quicolo ou Kikolo, o célebre Km 14, como era conhecido. Essa zona era um autêntico campo de hortas que abasteciam Luanda e não só.

Antes de chegar a Horta do Capitão, cruzava a linha férrea e abancava debaixo de um cajueiro e esperava pelos rabos de junco, rolas e etc.

Ao fim da tarde tinha uma caçada satisfatória.

Na hora do regresso a “Rudge”  azul mar, vinha carregada de caça miúda e descia desde o Km 14 até ao Musseque Marçal.

Hoje vejo que era um Caçador de Meia Tijela sem futuro.

Era Aventureiro.



BOLSA VERDE – COMUNIDADE JUVENIL FRANCISCO DE ASSIS by Parola Gonçalves
19/12/2008, 11:49
Filed under: NOTICIAS

A Comunidade Juvenil Francisco de Assis em Olho Marinho tem uma “BOLSA VERDE”, para apoio na educação de crianças da Comunidade.

Se estiveres interessado podes colaborar, mesmo com pouco, podemos tornar uma criança mais feliz.

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Boas Festas. Feliz Natal.

Inté.



MUSSEQUE DO MARÇAL by Parola Gonçalves
15/12/2008, 19:59
Filed under: MEMÓRIAS

Em kimbundu, língua oficial da zona onde nasci, “MUSSEQUE” ou “Mu Seke”, significa  ” areia vermelha”.

Musseque é um espaço de trânsição entre a cidade e a zona rural.

O musseque é fechado sobre si mesmo, num entrelaçado complexo e orgânico de ruelas, “pracetas” e corredores. As ruas estreitas, são corredores ou espaços de passagem, com a largura de um homem, desconhecendo qualquer tipo de planeamento, respondendo apenas à possibilidade de acesso peatonal aos espaços mais reconditos do coração do musseque, ocupando apenas os pequenos espaços sobrantes entre cada construção. Estes corredores são delimitados pelas próprias construções e por vedações, sustentadas por estacas, e fechadas com diversos materias recuperados nos lixos e abandonados nas obras, interrompidas por janelas e portas com as mesmas características.

Aqui a pobreza era grande mas as pessoas eram felizes com o pouco que tinham que era mesmo muito pouco. A música era o espaço de união, de revolta, as dikanzas e os tambores faziam o resto. As vezes de revolta face a situação política de então era dissipada na música no batucar forte nos tambores.

O “meu” Musseque era o Marçal, ficava a entrada da Avenida dos Combatentes a norte e estendia-se à nascente até ao Bairro de S.Paulo, a Poente até a Avenida do Brasil e a sul entrava pelo Musseque do Rangel. No Marçal a areia era vermelha e quanto mais se escavava mais vermelha era, soube mais tarde que era argilas expansivas, adoravam romper estacas de betão.

No Marçal o “semba” era uma música de forte batida, em que a dança era de tal maneira quente, que as dikanzas e os tambores faziam aguecer as barrigas. Foi do semba que surgiu a Kizomba e o Kuduro.

No Marçal, havia a oficina do Mário Cabo-Verdiano, o SUBA, Armazém de Luxo da classe rica da cidade, a Casa Sameiro, grande Armazém de mercearias, uma enorme estação de Tratamento de Água, um enorme Tamarineiro, uma big gajajeira e bués de macieiras da índia.

Os becos estreitos, ainda estão hoje na minha cabeça, e as vezes imagino-me de bicicleta “Rudge”  a passar ao pé da Jezuína, em direcção a Cacimba da Macambira para um banho. As casas feitas de barro e cobertas a zinco eram simples, só com uma divisão, depois vieram as casas de madeira.

Para ir ao Rangel onde tinha bués de colegas, seja o Rangel era o Musseque mais populoso de Luanda, ia a pé ou de bicla, passava pelos Armazéns do Sameiro, metia pelo Beco do Maneco e passava pelo Bar Chaves, pelos SMAE e lá longe estava o Rangel.

O meu “Musseque” era especial, era o berço do semba, de Elias Diá Kimuezo, de Vum-Vum, de África Show, de Bonga e dos Manos Mingas. Mas também tinha a Joana Maluca que deambulava pelas ruas do Bairro de São Paulo e do Musseque Marça. Da Joana Maluca há muitas histórias, mas a sua imagem de marca era quando a xingavan levantar as saias e mostrar as suas “partes baixas” e dizia , “cinema a borla”, Hoje a Joana Maluca, a Jezuina e a Mabunda fazem parte da História do Musseque Marçal e do reportório do Bonga e de outros cantores de Angola.

O Marçal era cruzado por duas grandes estradas em terra, a de norte/sul dos combatentes que passava pelo SUBA e entreva pelo Rangel e a nascente/poente que saía das Bombas da Texaco, junto aos Corrreios de São Paulo e passava pela Serração Bailundo e continua paralela até a grande vala que escoava as águas das chuvas até ao Cazenga.

A paracuca, doce de ginguba torrado com açúcar em tampas de bidons, o doce de côco caramelizado com açúcar amarelo, as múcuas e as gajajas era o sustento de muita gente.

Mas também tinhamos pessoas importante com a velha Jezuína, que vendia paracuca e doce de côco e a velha Mabumba, que com os seus panos coloridos e cigarro acesso dentro da boca, eram as grandes raínhas do nosso Bairro.

Ao fim da tarde por detrás da Carpintaria Pinto, era a hora dos ensaios em que o ronco do semba, se fazia ouvir até bem longe. O Maneco no Tambor e voz, o Pedrito nas no’gomas e eu nas dikanzas, vulgo reco-reco. E tinhamos nome artístico “Os Dikanzas”. Não eramamos assim tão maus, já que fomos tocar ao N’Gola Cine, mas aí levamos bailarinas, duas netas da Jezuina, a Manuela e a Terezinha, com saias de corda e cheias de missangas.

No Marçal um bom pirão com jindungo e uma muamba com galinha com kiabos, umas Cucas ou BangaSumo e era a alegria total. O dendém da Muxima e do Caxito e que se comprava do mercado do Zambizanga davam mais cor a funjada.

A praia não estava longe, bastava descer as barrocas do Zambiza ou Zambizanga, Musseque rival do Marçal e eis a Praia das Barrocas.

Nasci no Marçal, cresci no Marçal e sai de lá adulto, já com o curso acabado, tinha um orgulho enorme no meu Bairro, que até já tinha uns prédios, mas estradas de terra vermelha. O Marçal deu muita gente para a música, para o futebol, para a política, era um Bairro porreiro um Musseque como devia ser.

Mungo ué como se diz no meu Musseque.

Fiquem bem.



ALMA by Parola Gonçalves
13/12/2008, 11:51
Filed under: OFF-TOPIC

Boas.
Deixo aqui este tema para reflexão.
Será que os nossos carros têm ALMA?
Tenho andado a pesquisar e procuro respostas. Eu penso que sim, que têm.
Fica o desafio.
Fiquem bem.
Mugo ué.




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