Land Lousã


Converter imagens raster de um datum para outro by joaocarloscardoso
27/10/2009, 21:10
Filed under: CARTOGRAFIA, LANDLOUSÃ, MAPSOURCE, OZIEXPLORER/COMPEGPS

Através da ferramenta OziMapToKMZ  é possível procedermos à  conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar um conjunto de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer.

No espaço nacional as cartas militares utilizam projecções diferentes daquelas utilizadas nos mapas criados no GoogleEarth. Efectivamente, as imagens raster das cartas militares encontram-se projectadas no Datum Lisboa (Portugal) e os mapas do GoogleEarth apenas utilizam o datum WGS84.

Assim sendo e para utilizarmos as cartas militares nos dispositivos GPS da GARMIN como mapas específicos, teremos que georreferenciar e re-projectar os ficheiros raster (formato JPEG).

Para esta operação necessitamos de dois programas:

A primeira tarefa passa por abrir a ferramenta MapMerge e seleccionar o mapa que se pretende reprojectar através do botão “Add”. Teremos então acesso a uma caixa de diálogo que nos permite indicar o caminho da pasta que contém o mapa-alvo. Este, bem como todos os outros ficheiros .map que constarem da pasta são listados e detalhados  na área de informação que ocupa o lado direito da aplicação:

mapmerge01

O mapa a projectar deverá ser seleccionado através da caixa de marcação que se encontra à frente da sua referência.

De seguida, teremos que proceder a um conjunto de configurações, tais como:

  • Definições do novo mapa de destino, como sejam a escala (em metros por pixel) e a projecção (WGS 84).
  • Pasta de destino, onde o novo mapa será armazenado.

Tais configurações são dadas nos separadores “Destination Map” e “Configure”. Assim no primeiro separador teremos que indicar:

  • Pixel Scale – Local onde o utilizador deverá especificar a escala do mapa de destino em metros por pixel. Este atributo que determina a dimensão do mapa a produzir e, quanto menor for o valor, maior será a imagem a criar, bem como o tempo de processamento.

Para calcularmos o número de pixels por metro temos que utilizar a escala que serviu de base ao mapa e multiplicá-la por 0,000265. Se a esacala é de 1:25000, então o número de pixels por metro é 25000 * 0,000265, isto é 6,63 metros.

  • Map Datum – O datum do mapa a produzir (neste caso pretende-se o datum em WGS 84)
  • Map Projection – Projecção do mapa de destino.

Existem projecções que podem requerer parâmetros adicionais, os quais terão que ser dados pelo utilizador.

mapmerge02

Ao nível do separador “Configure” as opções que nos interessam para esta operação de conversão são três:

  • Temp File Folder – Pasta utilizada pela ferramenta durante o processo de criação do novo mapa e onde serão no seu decurso criados ficheiros temporários.
  • Destination Folder – Pasta onde será armazenado o novo mapa.
  • Resize (%) – Atributo que designa a percentagem de redimensionamento do novo mapa. Se pretendemos que o mesmo tenha uma resolução inferior ao mapa que lhe serve de base devemos indicar um valor inferior a 100.

mapmerge03

Finalmente só temos que pressionar o botão “Create Map” e indicar a opção “Fom Selected Maps”.

mapmerge04

O mapa agora criado é constituído pelo par de ficheiros .map e .ozfx3 (formato de imagem nativo do Ozi Explorer e único aceite no Ozi Explorer CE). No entanto, a ferramenta OziMapToKMZ  não suporta tal formato. Pelo que o mapa OZI terá que sofrer um segundo nível de conversão intermédia: a conversão do formato de imagem.

Para tal há que executar a ferramenta ozf2img. Trata-se de uma ferramenta que funciona no modo de linha de comando (vulgarmente conhecida como aplicação a correr em janela de MS-DOS) e que deverá ser copiada para a mesma pasta onde se encontra o mapa constituído pela imagem ozfx3. A sintaxe da mesma é seguinte:

ozf2img -i<file>.map

O resultado do processamento é um ficheiro .png (Portable Network Graphics, formato gráfico surgido em 1996 para substituir o GIF).

mapmerge05

Este novo ficheiro .png terá que ser associado ao ficheiro .map. Basta abrir através de um simples editor de texto e substituir na terceira linha o nome da imagem (de OZFX3 para PNG).

mapmerge06

Finalmente, o mapa está pronto a ser utilizado no OziMapToKMZ.

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11 comentários

Boas.
Não há dúvida que estamos mesmo na linha da frente.
Thanks João Cardoso.
Porto da Carne, espera por nós.
Inté.

Comentar por Parola Gonçalves

Boas.
Digo antes mesmo à frente da linha…
Sendo assim; se é que precebi, podemos utilizar as nossas cartas militares com a nova ferramenta do Ozi “seamless map” que só aceita datums WGS84 e Mercator.?!? certo?
Inté

Comentar por Gonçalo Paiva e Pona

Boas.
…ou melhor, à frente da linha…
Assim sendo; será possível usar as nossas cartas militares com a nova ferramenta do Ozi “seamless map” que só aceita (por enquanto) datum’s Mercator e WGS84?!? certo?
Inté

Comentar por Gonçalo Paiva e Pona

Sim, convertendo o mapa no datum WGS 84 e projecção Mercator é possível utilizar o modo seamless map do Ozi, mas também a ferramenta OziMapToKMZ para assim criar um mapa possível de ser visualizado nos modelos Oregon, Colorado ou Dakota da Garmin

Comentar por Joao Cardoso

Já tinha experimentado montes de software e processos para aproveitar os ficheiros de calibração existentes e tanto no Google Earth como no meu Colorado os mapas apareciam sempre desviados uns bons 150 a 200m! Com este processo resultou e parece-me que estão no sítio. A questão é que o ficheiro fica com muito menos qualidade do que nos outros metodos que tinha experimentado! Fica muito mais pixilizado, sabe qual é a razão para isto? Obrigado pelo empenho e pela ajuda preciosa neste campo.

Comentar por castortrovador

Antes de mais, peço desculpa por só agora poder responder. Se verificarmos a dimensão dos ficheiros raster durante todo o processo de conversão, veremos que a perda de qualidade decorre do processo de transformação no MapMerge, onde obtemos uma imagem em ozfx3. Os formatos png e jpeg final (o que fica no KMZ) não possuem quaisquer degradações.

Comentar por joaocarloscardoso

Já andei a fazer uns testes e já tinha reparado que era esse passo que ia definir a qualidade do png. Experimentei colocar um valor menor do que o 6,63 no MapMerge e a qualidade é bastante maior. Não sei é se isso vai introduzir erros na calibração?

Comentar por castortrovador

Boas. Se quiseres manter a qualidade tens efectivamente que trabalhar ao nível do atributo “Pixel Scale”. Podes aí considerar manter o valor do mapa original a transformar, o qual podes obter directamente do mapmerge: é que quando seleccionas a pasta com os mapas a transformar, aquele utilitário não só dá o nome do mapa na área de informação, como o pixel scale (2ª coluna).

Comentar por joaocarloscardoso

Quando se carrega os mapas no primeiro separador (Source maps) aparecem os varios mapas que temos na pasta escolhida e aparece uma coluna que diz Pixel Scale, que no meu caso é de 2,499, não sei o que quer dizer mas é o valor que estou a usar depois no 2 separador no parametro “Pixel scale” e fica porreiro. Os mapas é que ficam um bocado grandes! Mas já experimentei no meu colorado e para já está a funcionar!

Comentar por castortrovador

Quer dizer 2,499 metros por pixel e é o valor do mapa original (pixel scale)

Comentar por joaocarloscardoso

Já reparei que no último software (OziMapToKMZ) não é indiferente o numero de linhas e colunas que se escolhe! Ao início deixava estar 8×8 mas como assim não conseguia colocar 2 cartas no GPS, andei a fazer experiencias e reparei que isso mexe com a calibração! Neste momento estou a usar 7×7, que divide uma carta em 49 pedaços o que dá para colocar 2 cartas no GPS sem ultrapassar o limite máximo de 100 pedaços. Curiosamente é a escolha que me dá uma calibração mais próxima da realidade.

Comentar por castortrovador




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