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MAPC2MAPC – Parte 4 (Garmin Custom Maps e Overlays) by joaocarloscardoso
04/08/2010, 23:25
Filed under: CARTOGRAFIA, LANDLOUSÃ, MAPSOURCE, OZIEXPLORER/COMPEGPS

Neste último artigo iremos explorar algumas particularidades da ferramenta MAPC2MAPC, como sejam:

  • a criação de Garmin Custom Maps e
  • a utilização de sobreposição de camadas em mapas (overlays).

 

Criação de Garmin Custom Maps

Conforme demos já conta, desde que a GARMIN lançou em Outubro de 2009 para alguns dos seus modelos (Colorado / Oregon / Dakota) a possibilidade de incorporar mapas raster, a comunidade de entusiastas tem lançado ferramentas destinadas a facilitar a conversão e processamento de tais mapas.

A ferramenta MAPC2MAPC inclui-se neste espectro, pois oferece ao utilizador a possibilidade de conversão de mapas raster para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar aquele arquivo de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através, por exemplo, do OziExplorer, mas também a que mais utilizamos no espaço nacional (cartas militares).

Para a criação de mapas específicos partir de ficheiros raster, e de acordo com a Garmin (http://garmin.blogs.com/softwareupdates/2009/10/creating-and-using-garmin-custom-maps-in-five-easy-steps.html), deveremos ter em conta algumas limitações:

  • A resolução máxima do ficheiro raster é de 1 megapixel, pelo que poderemos trabalhar correctamente imagens com as resoluções de 1024×1024 ou 512×2048. Imagens maiores são suportadas, mas o dispositivo produz uma visualização (render) de qualidade inferior.
  • Nenhuma imagem deve ultrapassar mesmo os 3MB, uma vez que leva muito tempo a ser processada pelo dispositivo GPS. A mesma poderá ser fraccionada ou gravar-se com compressão (a taxa de 80% não traz degradações significativas do ponto de vista da visualização no dispostivo GPS).
  • Um mapa no formato KML/KMZ (Keyhole Markup Language e Keyhole Markup Language zipped, formatos nativos do GoogleEarth) pode ser constituído sem problemas por vários ficheiros raster. No entanto, só um ficheiro KML será processado por KMZ (formato nativo do GoogleEarth para distribuição): trata-se do ficheiro kml que se encontra na raiz daquele e, em termos de notação, designado “doc.kml”.
  • De acordo com a Garmin e para a versão corrente de software o número máximo suportado por dispositivo GPS é de 100. Este é um total por dispositivo e não por ficheiro KMZ. No extremo (1 ficheiro raster = 1 ficheiro KMZ), poderemos ter 100 mapas.

 

Algumas das características podem ser definidas logo por omissão, afectando os mapas a produzir, de modo a torná-los conformes com as especificações da Garmin. Aquelas, são definidos na janela “Preferences”, acessível a partir do comando “menu Edit > Preferences”.

Assim, ao nível do atributo “Tile Width” pode ser definida a resolução base da fracção a obter. A resolução máxima, lembramos, deverá ser inferior a 1 megapixel. Embora as resoluções  de 1024 x 1024 ou 512 x 2048 sejam suportadas pelo MAPC2MAPC, o mapa a produzir terá um melhor desempenho com fracções menores, por exemplo na ordem dos 512 x 512.

Se a caixa de marcação “Advanced Garmin Tile Control” estiver seleccionada, as fracções a produzir podem ainda ser ajustadas individualmente.

Para produzir um ficheiro KMZ, o utilizador tem que previamente possuir instalado o utilitário 7-zip file manager e associá-lo ao MAPC2MAPC através do comando “menu Edit > Locate 7-Zip Program”. Este utilitário será então responsável pelo agregar do ficheiro .kml e das fracções num único ficheiro comprimido (.kmz).

O 7-zip file manager pode ser descarregado a partir da seguinte hiperligação: http://downloads.sourceforge.net/project/sevenzip/7-Zip/4.65/7z465.exe?use_mirror=mesh&ts=1278763144

Aberto e carregado o ficheiro de calibragem do mapa, através do comando “menu File > Open Calibration”, pode-se depois proceder à operação de criação do denominado Garmin Custom Map, a qual se encontra igualmente posicionada ao nível do menu “File”, mais concretamente em “menu File > Write Garmin Custom Map”.

O mapa não precisa ter a orientação Norte/Sul.

Se a caixa de marcação “Advanced Garmin Tile Control” tiver sido previamente seleccionada, o mapa “fonte”, bem como a sua decomposição em fracções, são então visualizáveis numa nova janela. Apesar de inicialmente ajustado ao número de fracções definido por omissão em “Preferences”, o utilizador pode reduzir ou aumentar o seu número através dos botões + e -, de modo a cumprir a limitação de 100. O número de fracções (dado em linhas e colunas) pode ser ajustado, sendo a sua dimensão dada ao lado.

Posicionando ainda o ponteiro sobre uma fracção e premindo depois qualquer botão do rato é possível desmarcá-la. Através de tais selecções individuais é possível obter áreas não rectangulares.

As fracções são geradas e armazenadas no formato .jpg, independentemente do formato gráfico do mapa fonte. É também gerado um ficheiro .kml. Todos eles são colocados numa pasta que recebe o nome do mapa e o sufixo de “_tiles”. Caso o utilitário 7-zip file manager se encontre associado ao MAPC2MAPC é ainda produzido o ficheiro .kmz, gerado e armazenado na pasta do mapa fonte.

 

Utilização de sobreposição de camadas em mapas (overlays)

Através do MAPC2MAPC é possível carregar ficheiros com caminhos (tracks) e rotas (routes), e adicioná-los como camadas ao mapa.

A actualização de mapas constitui um exemplo de aplicação prática desta funcionalidade. Assim, suponhamos que utilizamos mapas raster já com alguma idade (caso ainda bem frequente quando nos deslocamos a certas regiões de África, onde apenas podemos ter acesso aos mapas do IGN) e, na preparação de uma viagem, queremos aí adicionar novos caminhos, pistas ou até mesmo estradas.

Aberto no MAPC2MAPC o ficheiro de calibragem do mapa (comando “menu File > Open Calibration”), o utilizador pode depois proceder ao carregar dos ficheiros de caminhos e rotas, recorrendo ao comando  “menu File > Load track overlay”.

São admitidos os seguintes formatos:

  • plt (do OziExplorer);
  • rxf;
  • mxf;
  • txf;
  • kml (do Google Earth).

Durante este processo de carregamento, o utilizador pode ainda definir se os caminhos e rotas são representados no mapa como pontos ou linhas, bem como a sua cor.

Podem ser carregados vários ficheiros, os quais se comportam como camadas a sobrepôr no mapa.

O “novo” mapa pode então ser gerado através do comando “menu File >  Write map and calibrations”. Uma nova imagem é produzida no formato .png (Portable Network Graphics). Do mesmo modo é gerado um novo e adaptado conjunto de ficheiros de calibragem.

O aspecto do mesmo, contendo já embebido o caminho, pode ser visto no OziExplorer.

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