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Gpx2img 1.0: Como adicionar trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints) a um mapa e convertê-los em caminhos e Pontos de Interesse (POIs) – Parte 2 by joaocarloscardoso
02/09/2010, 07:45
Filed under: CARTOGRAFIA, MAPSOURCE

Num outro artigo (https://landlousa.wordpress.com/2009/09/14/como-adicionar-trajectos/) explorámos já a questãoda incorporaçãp de trajectos (tracks) ou pontos de interesse (waypoints) que recolhemos em viagens e que gostaríamos de os adicionar a um mapa, seja através de novos trilhos ou de pontos de interesse a indexar.

Para os podermos ter disponíveis no mapa necessitavamos até aqui de duas aplicações, muitas horas de trabalho em parametrização e uma curva de aprendizagem mais exigente:

Em finais de Agosto de 2011 foi lançada uma nova aplicação que permite de uma forma muito simples não apenas criar mapas transparentes, como editar e enriquecer mapas existentes através de interfaces gráficas e intuitivas. Trata-se da aplicação gpx2img, a qual integra o já nosso conhecido compilador cGPSmapper.

 Os dados são preferencialmente geridos e obtidos  a partir do formato GPX. Posteriormente poderão ser compilados e o resultado final é disponibilizado através de um ficheiro de extensão .img, pronto a carregar no MapSource ou BaseCamp.

O gpx2img contempla ainda algumas funcionalidade que vão para além da simples conversãoentre formatos GPX e IMG:

  • Criação de mapas transparentes, os quais podem ser carregados sobre outros mapas (do tipo “topo” ou “city”);
  • Edição de trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints);
  • Criação de pontos de interesse;
  • Suporte de ficheiros TYP, ou seja, disponibilizar símbolos gráficos específicos para representar linhas, polígonos e pontos, substituindo assim os conjuntos fornecidos por omissão pela Garmin;
  • Definição de níveis de ampliação dos mapas.

A aplicação gpx2img pode ser descarregada a partir da hiperligação http://gpx2img.com. Existe uma versão de demonstração perfeitamente funcional e limitada apenas em algumas características, bem como uma versão paga (20 USD). As diferenças entre ambas podem ser vistas na tabela que se segue:

  Versão Demonstração Versão Paga
Tempo de conversão: 15 segundos 0
Número máximo de ficheiros GPX
que pode ser carregado:
2 Ilimitado
Marca de água: Sim Não

 

Interface e modo de funcionamento

O interface da aplicação é simples e intuitivo. Assim, o mesmo apresenta-se dividido em três paineis:

  • Mais à direita, o painel de gestão de ficheiros GPX;
  • A seu lado (e à esquerda), o painel de representação gráfica dos dados, uma vez carregados;
  • Na base, o painel de controlos que permite ao utilizador gerir as propriedades  dos trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints).

 

As operações de criação do mapa têm início com o carregar dos ficheiros GPX, passível de levar a cabo através do premir do botão  “Add GPX File” ou então por uma operação de “drag-and-drop”. Os trajectos e pontos de passagem que nele(s) constam  são representados graficamente no painel à direita e listados na base sob a forma de tabelas.

Para editar um ponto de passagem basta ao utilizador  seleccioná-lo na tabela ou no painel de representação gráfica dos dados. As suas propriedades são especificados à direita

Apenas os atributos “POI Type” e “POI Name” são de preenchimento obrigatório e sempre que a aplicação não conseguir estabelecer uma correspondência entre o ponto e o tipo (“POI Type”) , aquele é representado ao nível da coluna “Valid POI!” com o seguinte símbolo:

Para preencher qualquer um dos outros atributos, o utilizador deve primeiro seleccionar a caixa de marcação que o precede.

As modificações realizadas só se tornam definitivas se o utilizador premir o botão “Apply Changes” e têm efeito no ficheiro GPX original (comando “menu File >  Save Files”)..

Os trajectos são editados de modo idêntico, embora as modificações operadas pelo utilizador se repercutam imediatamente.

Estes trajectos e os pontos de passagem podem ainda ser associados a símbolos gráficos específicos, tendo para isso o utilizador que carregar um ficheiro TYP (disponível a partir do comando “menu File > Load New TYP File”).

As funções que acábamos de descrever podem ainda ser obtidas a partir do painel de representação gráfica. Basta ao utilizador seleccionar o ponto ou trajecto e premir o botão direito do rato de modo a fazer aparecer um menu contextual, o qual dá acesso às operações de edição/eliminação.

 

Um dos problemas mais notados está ligado à impossibilidade de alterar directamente os pontos que compõem o trajecto ou mover um ponto de interesse.

O gpx2img permite ao utilizador criar um novo ponto de interesse, posicionando o ponteiro do rato sobre o local desejado (ao nível do painel de representação gráfica do mapa) e premindo em seguida duas vezes o botão esquerdo do rato (“double-click”).

No entanto, não é possível precisar a sua localização através do carregamento directo das coordenadas (latitude/longitude). Trata-se de algo que o autor prometeu corrigir numa próxima versão.

Algumas das características de exportação podem ser definidas logo por omissão, afectando os mapas a produzir, de modo a torná-los conformes com as especificações da Garmin. Aquelas, são definidos na janela “Preferences”, acessível a partir do comando “menu Edit > Preferences”.

Assim, as propriedades a controlar são:

  • Blank Overview Map –  Através desta opção o utilizador pode controlar a geração do mapa de pré-visualização ao nível do MapSource dos mapas mais detalhados.
  • Clear MapSource tile cache when generating maps? – A cache de mapas detalhados, nos seus diversos níveis de ampliação, é uma funcionalidade destinada a melhorar o desempenho do MapSource, mas pode criar situações “confusas”. É que se o utilizador enveredar por um processo de geração e alteração de detalhes ao mapa de forma sucessiva, poderá visualizar, ao nível de MapSource, detalhes antigos e não os novos, em resultado de uma leitura à cache. Para prevenir tal situação a opção deverá estar desmarcada.
  • Install generated maps in MapSource – Trata-se de uma opção que permite, uma vez terminado o processo de geração do mapa, proceder à sua instalação no MapSource/BaseCamp. Quando o gpx2img é executado pela primeira vez procede a uma verificação do sistema. Caso não encontre instalado o MapSource/BaseCamp desactiva esta opção.
  • Target Directory – Pasta onde serão armazenados os ficheiros .img gerados pelo gpx2img.
  • Map Name – Através desta opção é possível definir o nome do mapa, tal como será listado  no MapSource/BaseCamp.
  • Path Types – Trata-se de uma opção que permite ao utilizador definir a utilização de cores e símbolos gráficos específicos para representar linhas, polígonos e pontos ao nível do dispositivo GPS, substituindo assim os conjuntos fornecidos por omissão. Assim, se a opção se encontrar seleccionada e um ficheiro TYP carregado, o par IMG + TYP serão instalados no MapSource/BaseCamp.

Seleccionando na caixa de diálogo a hiperligação “Advanced Options” o utilizador tem ainda a possibilidade de controlar os níveis de ampliação do mapa.

Num mapa, a definição dos níveis de ampliação está associada à exibição de mais ou menos detalhe. Assim, a selecção de objectos apropriada à visualização dependerá do nível de ampliação (zoom), pelo que a exibição de edifícios individualizados, de estradas secundárias ou de trilhos apenas se justifica em grandes níveis de ampliação. À medida que diminuímos o tamanho (zoom out), a exibição de tais objectos torna-se inapropriada, podendo apenas mostrar as estradas principais ou os grandes cursos de água, sob pena de tornar o mapa ilegível. Através dos níveis é possível então configurar no mapa a visibilidade e o aspecto dos objectos.

Quando procedemos a operações de aumento ou diminuição do tamanho do mapa, aparece no Mapsource como no receptor de GPS informação sobre a escala corrente (por exemplo 1 km). Os níveis de ampliação são definidos e identificados através de valores numéricos, designados de Hardware Zoom Level, cujo intervalo oscila entre 1 (o menos detalhado) e 24 (o mais detalhado). Nesta ordem crescente, a transição de um número para aquele que imediatamente se lhe segue corresponde ao duplicar do nível de ampliação. A correspondência entre os designados de Hardware Zoom Level e as escalas pode ser visto na tabela que se segue:

Hardware Zoom Level Escala métrica
12 500km a 800km
13 200km a 300km
14 80km a 120km
15 50km
16 20km a 30km
17 12km
18 5km
19 3km
20 2km
21 800m a 1,2km
22 500m
23 200m
24 Até 120m

 

Terminada a edição dos dados, o utilizador tem apenas que premir o botão “Convert Checked Files” para iniciar o processo de geração de um mapa vectorial da Garmin (ficheiro .img), pronto a instalar no MapSource ou no BaseCamp. Os ficheiros .img são gerados segundo o modelo clássico de 8 dígitos para o nome, pelo que assenta numa sequência, a qual tem início no número 13976001.

Independentemente do número de ficheiros GPX carregados em simultâneo, apenas é gerado um MAPSET de cada vez.

Finalizado o processo de conversão é apresentado ao utilizador uma caixa de diálogo.

Combinação com mapas base em MapSource/BaseCamp

Na medida em que os mapas gerados pela aplicação gpx2img são transparentes, os objectos do mesmo (linhas, pontos e polígonos) podem ser representados sobre qualquer mapa, ao nível do dispositivo GPS. Para tal basta seleccionar no MapSource/BaseCamp os mapas (“topo” ou “city”) pretendidos, através da ferramenta “Map Select”. Proceder seguida à mesma selecção para o mapa gerado a partir do gpx2img e carregar o conjunto no dispositivo GPS.

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