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OruxMaps: Navegação 4×4 em Android (Parte II – Funcionalidades e operações básicas) by joaocarloscardoso
23/01/2011, 17:47
Filed under: CARTOGRAFIA, LANDLOUSÃ

O OruxMaps suporta já de forma integrada receptores GPS Bluetooth, o que se traduz numa vantagem para dispostivos Android (smartphones ou tablets) desprovidos de tais receptores internos.

Nas nossas experiências obtivemos mesmo assim melhores resultados utilizando aplicações de terceiros. Ou seja, recorremos a aplicações (no caso concreto a aplicação BlueGPS)  que, depois de emparelhado o receptor (BT 338, possuidor de  processador SirfStar III) com o dispositivo Android, fornecem elas os dados NMEA  ao OruxMaps.

Pontos de passagem (waypoints) .

O OruxMaps permite criar pontos de passagem (locais de interesse registados e armazenados no dispostivo). Estes podem ser organizados como rotas (sequência de pontos de passagem intermédios que conduzem a um destino).

É possível criar rapidamente um ponto de passagem, utilizando para tal a barra de botões que ocupa o topo do ecrã.  Assim, basta tocar no botão “Create Waypoint”.

Aparecerá ao utilizador uma janela com as propriedades a carregar para o ponto.

São propriedades do ponto de passagem, passíveis de edição:

  • Nome;
  • Símbolo, seleccionável a partir de uma lista;
  • Coordenadas;
  • Projecção, que permite criar um ponto deslocado da localização corrente numa determinada distância e direcção;
  • “Geocoding” ou atribuição de  identificadores geográficos à localização corrente (requer conexão à Internet);
  • Extensões informativas ao ponto, como sejam imagens, audios, vídeos ou textos a anexar.

 

Se possuirmos um trajecto activo o OruxMaps apenas exibirá os pontos desse mesmo trajecto, caso contrário serão visualizados todos os pontos armazenados na base de dados.

O utilizador pode aceder à janela de gestão dos pontos de passagem armazenados  apartir do Menu definições do Android.

Nesta janela é possível realizar várias acções, como sejam:

  • Ordenar a lista de pontos;
  • Fitrar, criando assim subconjuntos de pontos;
  • Reiniciar / limpar filtro;
  • Exibir no mapa os pontos listados / seleccionados;
  • Criar uma rota a partir do pontos listados / seleccionados;
  • Eliminar todos os pontos;
  • Importar pontos, a partir de ficheiros .GPX ou .KML;
  • Exportar pontos para ficheiros .GPX ou .KML.

 

Se se seleccionar um ponto surgem ao utilizador outras opções:

  • Editar as propriedades básicas do ponto;
  • Eliminar o ponto da base de dados;
  • Aceder  às extensões informacionais do ponto, como sejam os conteúdos multimédia anexos;
  • Visualizar o ponto no mapa;
  • Alterar o posicionamento do ponto na lista de pontos seleccionados / filtrados;
  • Eliminar o ponto da lista de pontos seleccionados / filtrados.

 

Trajectos e rotas.

O botão “Track logging” activa o modo de registo e armazenamento de trajectos, cujo nome por omissão assume o valor data + hora.

É a partir deste botão que se traçará o trajecto sobre o mapa, o qual toma a cor vermelha (valor alterável, bem como a espessura do traço, na janela de Definições). Caso exista um trajecto já iniciado o OruxMaps pergunta ao utilizador se pretende prolongar o segmento anterior, criar um novo segmento ou iniciar um novo trajecto (o qual eliminará o trajecto até aí visível).

Tendo o modo de “track log” activo e tocando no botão “Track logging”, o registo do trajecto é interrompido e os dados até aí recolhidos são armazenados na base de dados.

É possível aceder à janela de gestão de trajectos armazenados a partir de Menu > Tracks. Tal como no caso dos pontos de passagem é possível filtrá-los, importar/exportar trajectos a partir de ficheiros nos formatos .GPX ou .KML, e seleccionar qual o trajecto a exibir no mapa. Aliás esta é mesmo uma das maiores limitações da actual versão do  OruxMaps, pois a mesma apenas deixa exibir um trajecto de cada vez.

Seleccionado um trajecto da janela de gestão é possivel ao utilizador aceder, para além das operações “normais” de edição, a:

  • Estatísticas;

  • Continuar o trajecto (operação que carrega o trajecto no ecrã e permite ao utilizador adicionar-lhe novos segmentos e pontos);
  • Abrir o trajecto como rota;

 

Esta última opção activa o botão “Route” , com as suas correspondentes opções:

  • Eliminar do visor a rota activa;
  • Inverter a rota;
  • Seguir a rota activa;
  • Navegar de ponto de passagem em ponto de passagem (distância e rumo ao ponto de destino);
  • Aviso de afastamento da rota activa;
  • Aviso de proximidade de um ponto de passagem.

 

Nas experiências até agora realizadas o OruxMaps revelou-se um produto bastante competente. Muito preciso na marcação da localização e sem atrasos no registo dos trajectos. Também a transição entre mapas teve um bom desempenho.

Nota-se que o Ozi consegue fazer um melhor trabalho de processamento das imagens raster  no seu formato proprietário (OZF3) que o OruxMaps, mas essa é uma questão a abordar mais à frente.

Talvez por também estarmos demasiado habituados ao OziExplorer demos por nós a cometer o mesmo erro de ampliação do mapa (+ / -). Efectivamente,  tais botões podem ampliar o mapa, mas, se nas definições tivermos activado a opção de carregamento automático de mapas mais detalhados,  aqueles activam também essa busca (mais ou menos detalhado).

No próximo artigo iremos abordar a navegação em mapas on-line, gestão dos mesmos e armazenamento em modo local (recurso à cache). O último artigo será dedicado à navegação em mapas off-line e preparação dos mesmos a partir de ferramentas como o OruxMpas Desktop e o Mobile Atlas Creator.

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