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Oushgal.
Os Celeiros Pendurados.
O conceito de Oushgal como um lugar concebido como forte de defesa ou de reserva estratégica de alimentos, tem gerado falta de consensos. Não existe na verdade com conceito preciso, mas quem os visita, fica com a convicção que seriam um lugar seguro para a guarda de alimentos nos tempos das guerras tribais.
A informação mais fiável, segundo Roger Mimó, no seu Livro, “Guia de Trekking y Excursiones en Marruecos, (edição Edizioak – 1993), que estudou de perto estes celeiros, estes foram concebidos como um lugar seguros para esconder as suas reservas de trigo e milho dos invasores, nomeadamente os Ait Abdi. Estas reservas de comida eram essenciais para a sobrevivência dos povos, já que esta zona do Alto Atlas ainda hoje são muito ricas com a sua agricultura fértil.
Por norma o acesso a estes Celeiros era feita por veredas ou caminhos muito estreitos, de modo a passar unicamente uma pessoa de cada vez, permitindo a sua defesa facilmente.
Hoje em dia os Oushgal estão em decadência e em ruínas, sendo possível visitar alguns em razoável estado de conservação a norte de Imilchil a partir de Cherket e em Assif Melloul perto de Anergui.
Se gosta de Trekking e não tem vertingens, aconselho uma visita de preferência com um Guia, já que existem vários na zona. Estes Guias têm formação específica, ministrada pela Escola de Montanhismo sediada em Imelghas, no Vale de Bou Goumez.
Na III Expedição a Marrocos, passamos perto dos dois dos mais famosos Oushgal, mas o tempo não nos permitiu uma visita, quem sabe em breve, com uma Expedição só ao Alto Atlas.
J. Gandini no seu tomo I, tem uma fotografia esclarecedora da largura do caminho e do desnível do precipício.
Algumas fotos.
Boas.
Aproxima-se o dia da partida e o pessoal anda todo no limite da “borra” nomeadamente os que vão pela 1.ª vez.
Na troca de mails isso é uma evidência e os novatos pensam que vão para outro planeta, mas só vão para África.
A nossa proposta é uma Expedição fora das Rotas Tradicionais, com uma forte componente de percursos do Gandini e do Chris Scott, que ajudaram a planear e a visitar locais fora dos percursos mais batidos.
Deixamos ficar AQUI, alguns dos WPT’s do Alto Atlas e da Pista de Alnif a Taouz.
Fiquem bem.
Mungo ué.
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Ainda até a bem pouco tempo, eram conhecidos em Marrocos com o nome de Dadsi, estes praticantes ambulantes de cirurgias de certas infecções oculares nomeadamente cataratas. Originários da zona de Dadés, consagravam os seus talentos cirurgícos de geração em geração a operar nos souks às maleitas dos olhos.
Em Ksar des Ait Bou Youssef, perto de Boumalne du Dadés, era o que se chama a “Pátria dos Cirurgiões”. Como já referi os seus conhecimentos ainda hoje são transmitidos de pais para filhos, permitindo operar às cataratas por um método ancestral, com excelentes resultados. A operação segue um ritual, demonstrativo de como vai decorrer a operação.
Quando os primeiros médicos franceses, se deslocaram a Marrocos para operar, constataram que os resultados das operações eram em geral excelentes de imediato. Mais os médicos franceses constataram ainda que se atreviam a operar ao glaucoma
Boas.
Dizem os entendidos em Marrocos, que este deve ser o lugar “melhor guardado de Marrocos”. Esta região também conhecida por “Vale Feliz”, era até pouco tempo atrás, pouco conhecida dos Expedicionários em 4×4. O isolamento de Bou Goumez do resto de Marrocos no inverno chegava aos 4 meses. Nem mesmo de mula se conseguia ter acesso a Azilal ou Dennante. Só em 2001 foi aberto um acesso a partir de Azilal com ligação a Cathedral e consequentemente a Bin Ouidane.
A beleza natural de Bou Goumez deslumbra que visita a região e é um Paraíso para os Senderistas desejosos de emoções fortes nas escarpadas encostas dos diversos maciços que envolvem este Vale. É nesta zona que se faz a transição entre o Médio e o Alto Atlas.
Dizem também que é um Vale Idílico, em que os seus habitantes para sobreviverem têm uma vida árdua, aproveitando todos os bocados de terra para cultivar trigo. Das melhores fotos que vi da zona, é o amarelo seco do milho, nos terraços. O espiríto comunitário das populações, permitiu criar recentemente Associações que garantem a construção o ensino básico e o arranjo de acessos, já que as chuvas destroen constantemente as Pistas e Trails. No último inverno esta zona foi infelizmente notícia pela morte de várias famílias com desabamentos de coberturas com devido ao peso da neve.
Gandini, propõe no seu Tomo I os seguintes DPM’s:
G2 – Com início em Ait Mhamed e passagem por Ait Bou Ouli e ligação ao percurso G5 próximo de Agouti. Tem 63 Kms de extensão.
G5 – De Agouti ao percuros H4 em Tizi n Tssalli n´Imenain. Este percurso entra no Vale Bou Goumez e tem a extensão de 45 Kms. Neste percurso existem alguns Gites, nomeadamente em Tabant.
G4 – Percurso também conhecido pela Cathedral, tem cerca de 130 Kms com início em Azilal. Aconselho iniciar o percurso em Ait Mhamed e percorrer a DPM até a junção do percurso G5. Este troço tem cerca de 27 Kms de extensão.
Depois de chegar a Cathedral nada melhor que fazer o DPM H1 que bordeja o Assi Melloul até Anergui e seguir pelo H6 para Ilmilchil.
As Rotas reais serão disponibilizadas depois de 15 de Setembro.
A Rota proposta com os WPT’s Gandini, AQUI.
Inté.





