Através da ferramenta OziMapToKMZ é possível procedermos à conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar um conjunto de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer.
No espaço nacional as cartas militares utilizam projecções diferentes daquelas utilizadas nos mapas criados no GoogleEarth. Efectivamente, as imagens raster das cartas militares encontram-se projectadas no Datum Lisboa (Portugal) e os mapas do GoogleEarth apenas utilizam o datum WGS84.
Assim sendo e para utilizarmos as cartas militares nos dispositivos GPS da GARMIN como mapas específicos, teremos que georreferenciar e re-projectar os ficheiros raster (formato JPEG).
Para esta operação necessitamos de dois programas:
- Map Merge para OziExplorer (ferramenta que pode ser descarregada através da hiperligação http://www.oziexplorer3.com/mapmerge/mapmerge.html);
- ozf2img (utilitário desenvolvido pelo eslovaco KlaMa e disponível em http://bogi.gpsforum.sk/tools/ozf2img.rar).
A primeira tarefa passa por abrir a ferramenta MapMerge e seleccionar o mapa que se pretende reprojectar através do botão “Add”. Teremos então acesso a uma caixa de diálogo que nos permite indicar o caminho da pasta que contém o mapa-alvo. Este, bem como todos os outros ficheiros .map que constarem da pasta são listados e detalhados na área de informação que ocupa o lado direito da aplicação:

O mapa a projectar deverá ser seleccionado através da caixa de marcação que se encontra à frente da sua referência.
De seguida, teremos que proceder a um conjunto de configurações, tais como:
- Definições do novo mapa de destino, como sejam a escala (em metros por pixel) e a projecção (WGS 84).
- Pasta de destino, onde o novo mapa será armazenado.
Tais configurações são dadas nos separadores “Destination Map” e “Configure”. Assim no primeiro separador teremos que indicar:
- Pixel Scale – Local onde o utilizador deverá especificar a escala do mapa de destino em metros por pixel. Este atributo que determina a dimensão do mapa a produzir e, quanto menor for o valor, maior será a imagem a criar, bem como o tempo de processamento.
Para calcularmos o número de pixels por metro temos que utilizar a escala que serviu de base ao mapa e multiplicá-la por 0,000265. Se a esacala é de 1:25000, então o número de pixels por metro é 25000 * 0,000265, isto é 6,63 metros.
- Map Datum – O datum do mapa a produzir (neste caso pretende-se o datum em WGS 84)
- Map Projection – Projecção do mapa de destino.
Existem projecções que podem requerer parâmetros adicionais, os quais terão que ser dados pelo utilizador.

Ao nível do separador “Configure” as opções que nos interessam para esta operação de conversão são três:
- Temp File Folder – Pasta utilizada pela ferramenta durante o processo de criação do novo mapa e onde serão no seu decurso criados ficheiros temporários.
- Destination Folder – Pasta onde será armazenado o novo mapa.
- Resize (%) – Atributo que designa a percentagem de redimensionamento do novo mapa. Se pretendemos que o mesmo tenha uma resolução inferior ao mapa que lhe serve de base devemos indicar um valor inferior a 100.

Finalmente só temos que pressionar o botão “Create Map” e indicar a opção “Fom Selected Maps”.

O mapa agora criado é constituído pelo par de ficheiros .map e .ozfx3 (formato de imagem nativo do Ozi Explorer e único aceite no Ozi Explorer CE). No entanto, a ferramenta OziMapToKMZ não suporta tal formato. Pelo que o mapa OZI terá que sofrer um segundo nível de conversão intermédia: a conversão do formato de imagem.
Para tal há que executar a ferramenta ozf2img. Trata-se de uma ferramenta que funciona no modo de linha de comando (vulgarmente conhecida como aplicação a correr em janela de MS-DOS) e que deverá ser copiada para a mesma pasta onde se encontra o mapa constituído pela imagem ozfx3. A sintaxe da mesma é seguinte:
ozf2img -i<file>.map
O resultado do processamento é um ficheiro .png (Portable Network Graphics, formato gráfico surgido em 1996 para substituir o GIF).

Este novo ficheiro .png terá que ser associado ao ficheiro .map. Basta abrir através de um simples editor de texto e substituir na terceira linha o nome da imagem (de OZFX3 para PNG).

Finalmente, o mapa está pronto a ser utilizado no OziMapToKMZ.
Conforme fomos dando conta, desde que a GARMIN lançou para alguns dos seus modelos a possibilidade de incorporar mapas raster, a comunidade de entusiastas tem lançado ferramentas destinadas a facilitar a conversão e processamento de tais mapas.
Uma das ferramentas que mais expectativas tem gerado neste momento produz a conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, pois, reaproveitar aquele arquivo de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer, mas também a que mais utilizamos no espaço nacional (cartas militares).
A ferramenta designa-se OziMapToKMZ e é completamente freeware. Foi desenvolvida pelo eslovaco KlaMa, e muito do seu trabalho pode ser seguido no fórum www.gpsforum.sk.
Esta pode ser descarregada a partir da seguinte hiperligação: http://mozigo.zubor.net/uploaded/OziMapToKmz_uni_lng.zip
Exemplificando o processo, procurámos converter o mapa georreferenciado da zona de Ar-Rachidia, escala 1:250 000 e produzido pelo IGN. Para tal recorremos então à ferramenta OziMapToKMZ.

A primeira tarefa passa por alterar o idioma de trabalho. As últimas versões possuem já um interface multilingue. São fornecidas nativamente traduções para as línguas checa (aquela que aparece por omissão no primeiro arranque) e inglês. Para outras linguagens, o utilizador pode recorrer ao Google Translate, pressionando o botão do mesmo nome.
A próxima tarefa passa por procurar o mapa em formato OZI e adicioná-lo, através do botão “Find a MAP File”. Se este for constituído por imagens no formato PNG ou BMP, as mesmas serão convertidas em JPEG antes de serem inseridas no ficheiro KMZ.
A área que dá pelo nome “Map Calibration Check” utiliza informação interna do ficheiro .map do OZI, mais especificamente da secção MMPL. Esta secção contém as coordenadas dos cantos do mapa e é utilizada para a procura automática dos mapas vizinhos.
Se tal informação vier em branco a quando do carregamento do mapa na ferramenta OziMapToKMZ, o utilizador só tem que abrir de novo o mapa no OziExplorer, selecccionar o comando “File > Check Calibration Of Map” e gravar sem quaisquer alterações. A secção MMPLL do mapa é gerada automaticamente.
O mapa fonte é fraccionado de modo a respeitar as recomendações dadas pela GARMIN para este tipo de mapas. O número de fracções (dado em linhas e colunas) pode ser ajustado, sendo a sua dimensão dada ao lado:

Outras propriedades a controlar são:
- Taxa de compressão da imagem JPEG;
- Ordem de desenho ou “DrawOrder”;
- Transparência ou “Opacity” (apenas possível de visualizar na ferramenta Google Earth).

De seguida, temos que dar um nome ao novo mapa, preenchendo campo “Name of target KMZ” e indicar a pasta onde o mesmo será guardado uma vez terminado processo de conversão:

Caso o utilizador pretenda uma cópia do ficheiro KMZ na pasta onde se encontra instalada a ferramenta OziMapToKMZ deverá seleccionar a caixa de marcação “Copy resulting KMZ here”.
Finalmente procedemos à conversão do mapa. O mesmo poderá ser desencadeado de duas formas:
- A produção de um ficheiro KMZ, constituído por várias imagens raster, premindo o botão “Split map into smaller pieces”, facto que pode ajudar a melhorar a velocidade de carregamento do mapa no dispositivo GPS;
- A criação e armazenamento do mapa num único ficheiro raster, premindo para tal o botão “Whole map as GE overlay”.

As imagens raster (no formato JPEG) são guardas no ficheiro KMZ sem qualquer compactação ZIP.
É recomendável que os mapas a converter estejam orientados a Norte. A funcionalidade de rotação do mapa não existe nesta ferramenta. Caso um mapa requeira rotação, deverão ser usadas as ferramentas “Map Merge”, do próprio Ozi Explorer, ou MapEdit++.
GPX, ou GPS Exchange Format, é um formato de armazenamento de dados GPS aberto e, como tal, destinado à troca entre aplicações e à partilha entre utilizadores que possam utilizar software diferenciado.
Os seus principais benefícios são:
- Facilitar a troca de informação entre aplicações e infra-estruturas tecnológicas (MS Windows, MacOS, Linux, etc) diversas;
- Fácil conversão para formatos proprietários (facto que tem contribuído para um grande suporte dos fabricantes, conforme é possível acompanhar na hiperligação http://www.topografix.com/gpx_resources.asp);
- Estar ele próprio baseado em formatos abertos (XML).
Internamente, os documentos GPX são documentos XML (EXtensible Markup Language) que obedecem a estruturas específicas quanto ao conteúdo e semântica, designadas de XML Schema Definition públicas. A primeira versão foi desenvolvida e tornada pública em 2002. Actualmente encontra-se na versão 1.1 (http://www.topografix.com/gpx/1/1/), apresentada a 9 de Agosto de 2004.
Na prática podemos então dizer que o formato GPX é um formato de dados em XML que se destina a armazenar dados de GPS (rotas, caminhos e pontos de passagem). Para poder ser importado por uma aplicação como o MapSource ou o OziExplorer terá então de estar bem formado e válido, conforme as recomendações definidas pelo consórcio W3C (http://www.w3.org/XML/):
Tal como os documentos XML também os documentos GPX formam uma estrutura do tipo arborescente, a qual tem início num elemento raiz (elemento </gpx>) que organiza e dispõe hierarquicamente todos os outros elementos como “elementos filho”:

Assim, um documento GPX apresenta-se como um conjunto estruturado de pontos (elemento </wpt >). Conceptualmente, se estes são armazenados debaixo do elemento raiz (elemento </gpx>) e sem qualquer relação entre si representam apenas pontos de passagem (waypoints), se antes são apresentados como uma colecção ordenada podem então exprimir caminhos (tracks) ou rotas (routes), e assim armazenados dentro de elementos </trk> ou </rte>. Um ponto tem que ter obrigatoriamente preenchido os atributos relativos à longitude e latitude. Estas constituem mesmo as propriedades mínimas para um documento GPX:
| <?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?><gpx creator=”String” version=”1.1″ xsi:schemaLocation=”http://www.topografix.com/GPX/1/1 gpx.xsd” xmlns=”http://www.topografix.com/GPX/1/1″ xmlns:xsi=”http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance”> <wpt lon=”-180.0″ lat=”-90.0″></wpt> </gpx> |

Um mês após a aquisição da sociedade SiRFStar Technology pela empresa britânica CSR, saíu uma nova geração de processadores da série SiRF: o SiRFstarIV.
Não se trata de um simples receptor de GPS, o novo processador SiRFstarIV é mais uma arquitectura de localização, dotada de sensibilidade melhorada para as zonas exteriores e interiores (zonas urbanas, fundamentalmente), mais resistência às interferências causadas por outras tecnologias sem fios, baixo consumo e tecnologia miniaturizada.
Segundo o fabricante o SiRFstarIV possui tempos de ligação e fixação aos satélites muito inferiores aos exibidos pelas gerações anteriores (II e III). Uma das suas características-chave é a chamada SiRFaware, ou seja, a capacidade de localização “better-than-hot-start”. Trata-se de tecnologia capaz de procurar e fixar satélites com o dobro da velocidade e com um consumo de apenas 50-500 micro amperes.
Este processador pode ainda ser associado a sensores MEM, de modo a melhorar o posicionamento, especialmente em zonas interiores (situações de indoor), já que a última posição fiável é guardada em memória e utilizada até que sejam recebidos de novo sinais de satélite.
A primeira implementação a sair para o mercado terá o nome de GSD4t, já em Outubro. Está especialmente vocacionada para smartphones e outros dispositivos móveis.
Arquivado em: OZIEXPLORER/COMPEGPS
Boas.
Em 31 de Julho de 2009, saíu uma nova versão do Oziexplorer a versão 3.95.5.a.
Esta versão possui suporte para Google Earth.
Fica a nota.
Inté.